sábado, outubro 31, 2015

CAPÍTULO I

— Eu não gostaria de perder uma esposa. Isto é muito difícil. Mas, por outro lado, não me importaria em estar com seu problema — Bear Holcomb disse, encostado no balcão do bar, os olhos em Zachary Efron
— Não nas minhas circunstâncias — Zac retrucou. — Não estou pronto para ter outra mulher em minha vida. Quero apenas uma babá para minha filha, não um casamento.
— Pare de anunciar no jornal local. Aqui todas o conhecem — Tom Shellene sugeriu, de onde estava sentado, bebendo uma cerveja. — As mulheres da cidade sabem que está livre novamente.
— Eu já tentei. — Zac contemplou as outras mesas vazias do bar. O sol da tarde entrava por uma fresta da janela estreita, por onde se via a rua principal de Latimer, Texas.
— Eu recebi dez cartas, e destas apenas duas pretendentes ao cargo mereceram uma entrevista. Uma delas falou sem parar por mais de duas horas. A outra tinha ideias conflitantes com as minhas quanto à educação de uma criança. — Ele tomou um gole da cerveja e pôs a garrafa sobre o balcão. — Onde estarão as babás de cabelos grisalhos e sorriso fácil como a minha?
— Elas têm suas próprias famílias — Bear concluiu.
— É o que parece. — Zac alisou os cachos castanhos da filha de seis meses adormecida na cadeira de bebê. — Preciso ir embora antes que Brad nos veja e desaprove a presença de um bebê em um lugar como este. Até mais tarde.
Eles se despediram, e Zac saiu sob o sol escaldante do Texas. A claridade intensa refletia-se nas diversas caminhonetes estacionadas ao redor da praça e no prédio de dois andares do fórum. Algumas amoreiras ofereciam áreas de sombra no gramado. Zac amava sua cidade, o rancho e a primavera, mas naquele ano parecia estar vivendo um pesadelo. Sendo assim, mal reparava no ambiente.
Ele ajustou a cadeira de bebê de Aurora na caminhonete preta e partiu.
— Vamos para casa, meu tesouro. Talvez o anúncio desta semana seja o bastante para encontrarmos a babá perfeita. — Zac atravessou a rua principal do condado de Clayton, e, em poucos minutos, estavam na estrada a caminho do rancho Triple B.
Com o pensamento distante, ele contemplou com amor a criança adormecida. Era tão pequena e frágil, mas não desistiria de mantê-la por perto.
A mãe de Zac, que vivia em Chicago, ficaria feliz em acolher a neta, porém ele não suportaria a separação.
Uma hora mais tarde, no caminho de casa, deparou-se com uma caminhonete azul parada à sombra de um algodoeiro. Havia um pneu sobre a relva ao lado. Zac pisou no freio e virou-se para a filha.
— Talvez este motorista precise de ajuda.
Então ele reconheceu a jovem abaixada trocando o pneu. Só ela prendia os cabelos pretos em uma trança como aquela, e só ela tinha as pernas femininas mais longas e bonitas do Condado de Clayton.
— Acho que não terei de oferecer meus préstimos, afinal. — Zac tornou a pisar no acelerador e observou enquanto a vizinha, Vanessa Hudgens, colocava o estepe no lugar e apertava as porcas da roda. — Ah, por que não? — ele resmungou. — Nessa, precisa de ajuda?
Vanessa virou-se e encarou o vizinho com seus olhos achocolatados.
—  Oi, Zac. Não, obrigada.
— Ok... — ele disse, e fechou a janela, acelerando em seguida. Mais adiante, olhou no espelho retrovisor e a viu atirar o pneu furado na caçamba da caminhonete.
— É, minha filhinha, aí está uma mulher que não está atrás de casamento.
Zac apertou os olhos pensando em Vanessa Hudgens. Com quase um metro e sessenta e cinto de altura, e uma personalidade forte, era tão independente quanto um gato selvagem. E não se interessava por namorados. Ouvira boatos de que sofrerá uma desilusão amorosa na universidade, mas desconhecia os detalhes.
Ele e Vanessa haviam sido criados em ranchos vizinhos, formados por seus tataravós. O pai de Zac e o velho Hudgens viviam brigando, porém mantinham a civilidade em público. A mãe de Vanessa falecera quando ela tinha apenas dez anos de idade, e Gregory Hudgens criara a filha como se fosse um menino. Agora, ela devia estar com uns vinte e seis, vinte e sete anos. Vanessa tinha mais duas irmãs menores. Estas haviam partido havia algum tempo e jamais haviam retornado.
Greg Hudgens falecera há pouco, e Vanessa cuidava da avó e da administração do rancho, o Rocking R.
Zac soubera que ela enfrentava dificuldades financeiras devido a doença e passamento do pai. Seguiu para seu rancho refletindo sobre a vizinha. Planos e possibilidades surgiam em sua mente.
Mais tarde, naquela noite, decidiu refletir um pouco mais antes de agir. E no final de uma semana e meia, ligou para Vanessa e marcou uma reunião de negócios.
Ela movimentou-se para abrir a porta. Zac se abaixou e apanhou a cadeira portátil com o bebê adormecido e a sacola. Então, Vanessa se deu conta que ele trouxera a criança. Sabia de sua existência, e também do acidente que vitimara-lhe a esposa, mas achou estranho ele não ter uma pessoa para cuidar do bebê.
— É seu? — ela perguntou, e logo percebeu o ridículo da questão. — Bem, claro que é. — Vanessa sentiu-se constrangida. — Não estaria andando por aí com o bebê de outra pessoa. — Não se lembrava do sexo da criança, mas a julgar pelas roupas cor-de-rosa, devia ser uma menina. — Entre — ela disse, e o conduziu através do hall de entrada.
O chão de madeira encerada reluzia, e as botas dos dois estalavam contra o assoalho. Zac seguiu Vanessa através da sala de estar mobiliada com móveis pesados e escuros, e da ampla saleta íntima, até o escritório no extremo sul da casa.
Ela ofereceu-lhe uma cadeira e sentou-se atrás da velha escrivaninha de carvalho. Precisava manter a conversa em um nível impessoal. E desejava liquidar o assunto quanto antes.
— Sente-se. Aceita uma bebida?
— Não, obrigado. — Poncho colocou a cadeira de bebê sobre a poltrona ao lado da sua e sentou-se. Deixou a sacola sobre o piso. Os olhos azuis e penetrantes de Zac fizeram Vanessa sentir-se nervosa, feminina e vulnerável. E ela ressentiu-se. Percorreu o cômodo com os olhos e deteve-se no mapa do rancho pendurado na parede à esquerda. Lembrou-se de que era dona de uma das maiores propriedades da redondeza e não precisava sentir-se intimidada por ele. Procurou ignorar quanto ele era atraente e charmoso.
— Por que me pediu esta reunião?
— Gosta de ir direto ao assunto, não é? — ele perguntou sem disfarçar o tom brincalhão.
— Por que não? Não creio que tenhamos tempo para conversa fiada.
— Somos vizinhos, Nessa. Devíamos nos tornar amigos.
— Acho que estamos atrasados três gerações — ela disse, ainda perturbada pela presença masculina.
Por que Zachary Efron a afetava daquele jeito? Com os outros homens não sentia a mesma coisa. Envergonhada por ter sido tão agressiva, acrescentou:
— Ora, podemos tentar ser amigos. — Achava pouco provável que ele estivesse realmente interessado em sua amizade. — Mas, certamente não foi este o motivo que o trouxe até aqui.
— Não, não foi — ele admitiu, examinando-a como se fosse um puro sangue que quisesse comprar. Zac cruzou uma perna sobre o joelho. Parecia à vontade demais. — Perdi minha esposa em um acidente de carro há quatro meses.
— Eu soube. Sinto muito — ela disse, chocada com a dor refletida nos olhos de Zac. Conhecia bem a dor da perda de um ente querido, mas ele sempre lhe parecera inabalável. — Pelo menos tem sua filha.
Ele anuiu e olhou para a filha adormecida.
— Eu quero ficar com Aurora — ele disse, e sua voz tornou-se sombria. Retornou o olhar para Vanessa. — Por isso estou aqui.
Vanessa percebeu um certo desespero naquele olhar. Só não podia imaginar o que a perda da esposa tinha a ver com ela. Talvez desejasse lhe vender o rancho. As terras de Zachary Efron eram maravilhosas. Os vastos campos repletos de gado. A ideia a agradou. Porém, jamais teria dinheiro suficiente para comprá-lo. Já estava com problemas financeiros no Rocking R. Mal sabia como manter as próprias terras.
— Nessa, eu tentei contratar babás e não encontrei alguma que fosse adequada.
— Lamento — ela disse, confusa. Ele estava maluco se achava que podia contratá-la como babá de sua filha.
Zac encarou Vanessa. Estava relutante, depois de expor sua ideia, não poderia voltar atrás. Apertou os punhos e contemplou Aurora, ainda adormecida, indiferente à aflição do pai.
Voltou a atenção a Vanessa. Os olhos achocolatados o encaravam, e lhe ocorreu que ela era mesmo muito bonita. Refletiu momentaneamente e chegou a conclusão que a aparência de Vanessa era o menos importante.
— Como se sente a respeito de crianças? — ele quis saber, atrapalhado.
Ela piscou e dirigiu o olhar a Aurora.
— Gosto muito delas — ela respondeu, cautelosa, sem esconder a curiosidade.
— Nessa, não consigo encontrar uma babá, por isso estou aqui para lhe fazer uma proposta.




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Olá amores, aqui está o primeiro capítulo como prometi!!
Espero que gostem....
Se tiver no mínimo 2 comentários posto mais um cap hoje!
Como não sei conseguirei postar outra fic após essa, nessa fic não terá 
Top Coments... Caso consiga postar outra fic depois dessa pego a 2ª mais
votada na última votação!!
Até qlqr momento....
Beijooos!! 

4 comentários:

  1. Já estou amando a fic ♡♡♡
    O que será que o Zac vai propor a Vanessa?!
    Posta mais amr, xoxo

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  2. Aaahh que perfeito o, postaa mais logo por favor. Bjoss

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  3. Ahhhh que lindo o nome da baby dele .....posta mais hoje tá

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  4. Aiq perfeito quero mais capitulos amei ansiosa e amei o nome do bebe Aurora lindaaa

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