terça-feira, novembro 03, 2015

CAPÍTULO IV

— Pode segurá-la por um minuto? — ele perguntou, entregando-lhe Aurora antes mesmo que pudesse responder. No instante em que lhe foi tirada a mamadeira, a pequena reclamou choramingando, e ele teve de devolvê-la à filha, que a segurou com as mãos miúdas. Vanessa notou que Aurora mesmo estando em seu colo não tirava os olhos do pai.
Jamais, poderia ser responsável por aquela pequena pessoa. Observou Zac ajustar a cadeira no assento do veículo. Ele se virou e chamou pela filha.
— Venha aqui, meu tesouro — ele disse com uma voz suave, que fazia Vanessa se derreter, e tomou o bebê dos braços dela. — Venho buscá-la esta noite.
Depois de ter colocado a pequena na cadeira presa pelo cinto de segurança, ele deu a volta na caminhonete e entrou. Virou a chave no contato e momentos mais tarde partia pela estrada, levantando poeira, e deixando Vanessa em estado de choque.
"Casamento". Zachary David Alexander Efron queria se casar com ela. Era inacreditável, impossível, surpreendente. Em certo momento de sua vida, teria ficado extasiada. Agora estava com mais idade e era realista. Ele devia continuar procurando por uma babá confiável, contratá-la, e mais tarde, casar-se com uma mulher que amasse de verdade.
Vanessa sacudiu a cabeça, puxou a longa trança, alisando-lhe a ponta. Deu uma boa olhada a sua volta, observando o rancho. O pensamento, porém, estava fixo no homem que acabara de partir.
Tinha um compromisso, um jantar com Zachary Efron. E sua vida estava de pernas para o ar. Por que ele a queria como esposa? "Preciso de uma mãe para Aurora, alguém inteligente, forte e bondosa...". As palavras a princípio a deixavam lisonjeada, mas naquele momento encarava a realidade. Zac jamais lhe dera atenção antes. Queria uma babá com responsabilidade para tomar conta da outra babá. Vanessa apertou os lábios e entrou em casa. Não desejava aceitar aquilo, mas havia concordado em jantar. Não tinha como fugir. Agora, precisava resolver o que vestir.
E quando contasse à avó, tudo estaria perdido. A avó estava ansiosa por vê-la casada. Todos os homens do condado a conheciam, e nenhum estava interessado. Até agora. Ela sacudiu a cabeça e foi direto para o armário do quarto.
Às seis e quarenta e cinco, Vanessa andava de um lado a outro da sala. Normalmente, sentia-se bem no conforto de sua casa, mas não naquela noite.
— Nessa, sente-se! — Deodora Hudgens encarou a neta. — Acho que devia soltar os cabelos e colocar um vestido.
— Sinto-me mais à vontade de jeans — Vanessa retrucou, apertando os dedos nervosamente. Olhou a pequena mulher de cabelos grisalhos e pensou por que tinha de ser a única mulher da família com mais de um metro e quarenta e cinco. Deodora estava sentada na velha cadeira de balanço, os pés descalços apoiados sobre os chinelos brancos.
— Não devia estar pronta e esperando. Gostaria de ter um tempo para conversar com Zachary Efron antes de saírem.
— É apenas um jantar de negócios. Ele quer comprar uma parte do rancho.
— Tolice! Ele não a convidaria para jantar apenas para comprar um pedaço de terra. Nessa, devia me ouvir.
Nessa sentiu um peso na consciência. Jamais mentira para a avó, mas não queria contar sobre o pedido de casamento. Muito menos os detalhes do acordo.
— Ouço um carro — Vanessa disse, e abriu a cortina de renda. Avistou a caminhonete preta aproximando-se da casa.
— Volte ao seu quarto, e Lúcia o fará entrar. É para isso que a pagamos.
A despeito do nervoso, Vanessa riu.
— Você e Lúcia estão loucas para vê-lo de perto.
— Certamente — a avó admitiu. — Lúcia está conosco desde que você era um bebê, e tem o direito de ver o homem com quem vai sair.
— Não é bem assim.
— Nessa, não ouse sair sem me deixar trocar algumas palavras com ele. Agora volte para seu quarto e faça a vontade da vovó. Há uns bons dez anos não converso com um rapaz atraente.
— E não precisa fazer isto justo esta noite.
— Por favor — Deodora disse, olhando-a através dos imensos óculos bifocais. — Já não tenho muitos gostos nessa vida.
Vanessa gesticulou os braços e deixou a sala. A avó reclamava à toa. Mascava tabaco e jogava pôquer nas tardes de sábado.
A campainha soou, e Lúcia veio correndo da cozinha. Os cabelos grisalhos emolduravam-lhe o rosto rosado, e ela sorriu para Vanessa.
— A Sra. Hudgens quer conhecer seu namorado?
— Oh, céus! Lúcia, não estamos namorando! — Vanessa fez uma pausa e mordeu o lábio. — Vá atender à porta. Estarei em meu quarto.
Vanessa subiu apressada a escada, e foi até a janela espiar a caminhonete. Virou-se e seguiu até o espelho. Havia lavado os cabelos e experimentado diversas roupas até decidir pelo bom e velho jeans. Estava apenas mais maquiada que de costume. Como seria a noite com Zac? Não sabia conversar, e tudo que ele queria era uma transação comercial que não a interessava. Enxugou as palmas úmidas no jeans e desceu a escada.
No meio do caminho pode ouvir a risada de Zac e, em seguida, a da avó.
— Parecem estar se divertindo — Vanessa disse, ao entrar na sala. — Boa noite, Zac.
Ele levantou-se do sofá, lançando-lhe um olhar que a perturbou. Estava elegante. Vestia jeans e uma camisa azul-marinho. Os cabelos acobreados penteados para trás. Muito atraente. Sentiu o coração acelerar. Gostasse ou não, ele lhe provocava de maneira primitiva e animal. Sua presença era perturbadora.
— Oi, Nessa — ele disse. — Se estiver pronta, podemos ir. Deodora, adorei nossa conversa.
— Venha me visitar mais vezes — a avó disse satisfeita.
— É o que pretendo — ele respondeu sorridente. Tomou o braço de Vanessa e a conduziu. Suas botas estalavam no piso de madeira, e ao passarem pelo espelho do hall, Vanessa notou que ele era mesmo muito alto. ...
— Está muito bonita — ele disse, e ela o encarou.
— Obrigada — ela respondeu, sem acreditar. Deixaram a casa e atravessaram o pátio, onde ele lhe abriu a porta da caminhonete. Ela esticou a mão ao mesmo tempo, e eles se tocaram.
— Desculpe — ela disse, enrubescendo. Será que ele sabia que havia muito tempo que ela não saía com um homem? Entrou no veículo, e esperou ele dar a volta e vir sentar-se a seu lado, por trás da direção.
— Sua avó é uma pessoa muito interessante.
— Ela é divertida. Já teve dois infartos, e mal posso crer que enterrou meu pai. Pensei que fosse tê-lo para sempre.
— Sim, eu sei — Zac respondeu sombrio, e ela percebeu que havia tocado em seu ponto fraco.
— Sinto muito. Não quis fazê-lo lembrar de sua perda.
— Tudo bem. Preciso aprender a conviver com minha dor.
— Onde está Aurora?
— Maria, minha cozinheira, está tomando conta dela esta noite.

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Olá amores, aqui está mais um capítulo!!
Espero que gostem....
Ameeeei a vó da Nessa... Se for por ela eles se casam!!
hehehehehe
Eeee o que será que vai acontecer nesse jantar hein!?
Até qlqr momento....
Beijooos!!

4 comentários:

  1. Tomara que role alguma coisa ❤❤❤ Anciosa pelo primeiro beijo Zanessa !! Posta maiss bjssssss

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  2. Esse capítulo foi minúsculo
    O próximo tem que ser enorme pra compensar, rsrs
    Amei a vó da Nessa e tô ansiosa ora ver o que vai rolar nesse jantar
    Posta mais amr, xoxo ♡

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  3. Genteee, a Vane tem que aceitar essa proposta do Zac. Espero que esse jantar ajude os dois. Bjoss posta mais logo

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  4. Ai no final ela vai casar com ele mesmo mais essa ansiedade me consome posta mais bjs

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