domingo, novembro 08, 2015

CAPÍTULO IX

Ele sacudiu a cabeça com veemência à sua pergunta, e ela ficou com a boca seca.
— Nessa, você disse que não venderia o rancho antes da morte de sua avó. Falou sério?
— Sim. Eu jamais magoaria minha família. Depois que Deodora se for, então venderei. — Vanessa procurava conter a emoção despertada pela proximidade de Zac. E sabia que ele estava querendo algo mais.
— Lembro-me de seu avô. Ele morreu há alguns anos.
— Nós o perdemos há dois anos, e papai este ano — ela disse melancólica.
— Quantos anos tinha seu avô?
— Era mais velho que minha avó. Tinha oitenta e quatro anos quando morreu. — Vanessa gostaria de poder se afastar, mas ele estava cada vez mais perto. Sentia o aroma de sua loção após barba, e podia ver a textura de seu rosto másculo. Mal prestava atenção na conversa.
— Ouvi falar que seu bisavô chegou aos cem anos. Qual a idade de Deodora?
— Vai completar oitenta e um anos no próximo aniversário.
— E como está sua saúde?
— Ela tem problemas cardíacos mas não sente nada há anos — Vanessa disse. — Zac... — Ela fez uma pausa, visivelmente perturbada. Tentou recuar, mas acabou encostada na cocheira. Ele se aproximou ainda mais, e Vanessa sentiu o calor de seu corpo.
— Nessa — Zac disse. — Estive pensando em tudo que me contou. Se vai ficar no rancho enquanto Deodora viver, ainda vai passar uns bons anos aqui. — Zac observava com atenção sua reação. Vanessa arregalou os olhos. Ele ficou imaginando se a perturbava, e a ideia o divertiu. Ela era a mãe perfeita para Aurora. Arriscaria tudo, se fosse necessário.
Vanessa começou a entender o que ele pretendia.
— Sim, pode acontecer.
— Case-se comigo. Faremos um pacto pré-nupcial. Este lhe devolverá a liberdade após a morte de Deodora.
— Não! — Vanessa entrou em pânico. Não sabia mais como lidar com aquele homem obstinado. Contratava e demitia empregados no rancho sem problemas, mas jamais enfrentara alguém como Zac. Por que não conseguia agir naturalmente quando ele estava por perto?
— Ouça-me — Zac insistiu, e ela mordeu o lábio inferior. — Case-se comigo. Será apenas por um ano. Aurora terá dezoito meses, e já teremos arranjado uma boa babá. Se ficar um ano, eu pago sua faculdade de direito. Livros, todos os custos. Também liquidarei a hipoteca que seu pai fez do rancho.
Atônita, Vanessa o encarou, a hipoteca ocupando-lhe os pensamentos.
Zac alisou-lhe o colarinho da camisa branca, e ela respirou fundo. Como poderia se casar com aquele homem e viverem sob o mesmo teto? Ele a perturbava só com sua presença.
— Se ficar cinco anos, Aurora já estará na escola. Eu lhe darei a quarta parte de meu rancho, ou o valor em dinheiro.
Chocada, ela pescou e mordeu o lábio.
— Não pode! É demais...
— Faria mais pela felicidade de minha filha — ele respondeu. E estava falando sério.
— Voltamos ao ponto de partida. Não posso cuidar dela — ela argumentou. Como ele era insistente!
— Eu sei que pode. Você administra este rancho, cuida de animais doentes, ajuda as éguas e vacas a darem à luz. Pode muito bem contratar e supervisionar uma babá.
— Você sabe que há muito mais envolvido. Perdi minha mãe com dez anos. Sei como é difícil crescer sem o amor de mãe. Sua filha precisa de uma mãe de verdade.
Ele encolheu-se, e Vanessa julgou que fora ríspida.
— Uma boa babá é o melhor que posso oferecer — ele retrucou. — Além de todo meu amor. E se estiver comigo, mesmo que seja por um ano, poderá nos ajudar muito.
— Zac, eu...
— Ouça — ele disse em um tom autoritário que a fez calar-se. — Faremos um pacto pré-nupcial. Se nos separarmos antes de Deodora partir, você terá seu rancho de volta... e todas as outras coisas que prometi.
Ela fechou os olhos para afastar a imagem perturbadora dele. Ele não deu-lhe trégua e insistiu:
— Sim, você pode. Podemos trabalhar juntos. Você pode comandar seu rancho, e eu, o meu. A única diferença será que viveremos sob o mesmo teto, juntos com Aurora.
Zac fez uma pausa. Ela era a mulher perfeita. Mais capaz que qualquer outra. Com um grande coração, já que abdicara do direito de partir por sua família. O tempo que haviam passado juntos fora o bastante para começar a gostar genuinamente dela. Falava pouco. Sabia montar tão bem quanto qualquer homem que conhecia. Era honesta e direta... boas qualidades se comparadas às últimas três babás. Atraente, embora este aspecto não fosse relevante. Vanessa estava em uma situação delicada, com problemas financeiros e sozinha no comando de um rancho. Ele já passara por aquilo antes.
Ela abriu os olhos e o enfrentou.
— Afaste-se.
Ele deu um passo para trás, e ela se foi. Zac ficou parado, olhando suas costas. O jeans era justo, e Vanessa tinha um caminhar resoluto que ressaltava-lhe os quadris e as longas pernas. Sentiu-se surpreendido pelo interesse repentino. Com as babás, apesar do assedio destas, nada sentira. Agora, seu corpo parecia despertar diante de Vanessa.

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Como prometido aqui está mais um capítulo!!
Espero que gostem....
Zac está começando a descobrir que sente algo a mais pela Vanessa ♥
E a Vanessa continua sendo uma cabeça dura... Vai continuar negando até quando??
Cometem ai...
Obrigada pelos comentários....
Até qlqr momento....
Beijooos!!

3 comentários:

  1. Gente a Vanessa é mais durona que tudo hein
    E o Zac?! Logo, logo vai perceber os reais sentimentos pela V
    Amei o capítulo ♡♡♡
    Continua logo amr, xoxo

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  2. Nossa a Nessae dura na queda hein e ai meu Deus espero q ele comece a descobrir q gosta dela s
    Perfeito continua
    Xoxo :-)

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  3. Nossaa posta outro capitulo logo, estou muito ansiosa paara ver o momento em que o Zac e a Vane vão admitir que estão apaixonados. Bjoss

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