quarta-feira, novembro 04, 2015

CAPÍTULO V

— Por que ela não pode ser a babá?
— Oh, como seria bom! Mas Maria está com idade avançada, e os filhos lhe compraram um condomínio no Arizona. Ela vai embora no mês que vem.
Vanessa sentia-se constrangida por estar ao lado de Zac. Contemplou-o de esguelha, os músculos fortes do rosto, a boca sensual, a aura confiante. Ficou ainda mais nervosa. Não queria que ele percebesse que o observava. Desviou a atenção para as fileiras de árvores nas colinas, e as floradas da primavera.
— Choveu bastante na semana passada — ela comentou.
— Foi ótimo. Tem uma boa fonte de água em seu rancho, o riacho Cotton.
— Sim, graças a Deus — ela disse, sabendo que seus recursos em termos de água eram melhores que os dele. Talvez fosse este um dos pontos da proposta.
— Zac, é impossível — ela disse, nervosa.
— O que é impossível? — ele perguntou. — Minha proposta?
— Sim. Acho que não refletiu direito. — Ela puxou um pedaço de papel do bolso. — Eu fiz uma lista das mulheres que conheço, e que me parecem certas para você.
Ele riu, uma gargalhada gutural que a fez arrepiar-se.
— Como pôde? Como pode saber o tipo certo de mulher para eu me casar?
— Você me pediu que casasse com você, e mal me conhece. Obviamente, não é exigente.
— Claro que sou. Pensei muito a esse respeito — ele disse. Momentaneamente, esqueceu a lista, e tentou imaginar Zachary Efron refletindo horas sem fim até decidir-se por ela. Mesmo sendo um casamento sem amor, havia o emocional.
— Bem, prossiga. Quem está nesta lista? — ele perguntou, em um tom de brincadeira.
Vanessa esticou o papel.
— Que tal Megan Fox?
Ele sacudiu a cabeça, negando a sugestão.
— Imprevisível.
— Megan? — Megan morava em Latimer e era bibliotecária em Spencer, uma cidade vizinha. Pelo que Vanessa sabia, era uma moça correta e relativamente atraente. E acabara de romper um noivado.
— Está bem, e Taylor Schilling?
— Ela foi a primeira babá. E não. Definitivamente.
Vanessa mordeu o lábio.
—  Sami Miró?
— Nunca. Ela não pára de falar e sua risada é de enlouquecer.                
Preocupada, Vanessa correu os olhos pela lista. O homem era muito exigente!
— Michelle Rodriguez?
Ele puxou a lista das mãos de Vanessa e a amassou, jogando-a na lixeirinha do painel.
— Obrigado. Acho que já fiz a melhor escolha possível. E não pense que não avaliei todas as mulheres que conheço.
Vanessa tornou a morder o lábio e virou-se para o lado oposto. Estava lisonjeada e surpresa, mas não podia casar-se com Zachary Efron. Era impensável. O homem podia escolher a mulher que quisesse. Por que ela?
Seguiram em silêncio enquanto Vanessa perdia-se em conjeturas. Podia perguntar-lhe diretamente, mas era difícil. Não sabia por onde começar. Era impossível conceber uma vida a dois. O dia-a-dia. Ele era atraente e másculo demais. Esfregou as mãos úmidas de suor.
— Relaxe, Nessa.
— É difícil nesta situação.
— Vamos apenas jantar e discutir nosso futuro.
Ela não comentou. Voltou a atenção para o pôr do sol. Logo, estavam diante da estrada do rancho, e da casa dele. Jamais fora àquele lugar. A casa era comprida. O beiral prolongado do telhado cobria uma varanda que circundava toda casa. Alguns vasos de plantas pendiam do forro, e flores vermelhas ornamentavam a entrada principal. Um beija-flor brincava entre as pétalas. Além do imóvel, podia ver outras construções: um celeiro duas vezes maior que o dela, um curral, um alojamento, uma oficina, um prédio que parecia ser o escritório, e mais dois prédios menores. Avistou um trator sob o abrigo e outra caminhonete na garagem de três vagas. Tudo em perfeito estado de conservação. Zac estacionou o veículo e desceu para abrir-lhe a porta.
— Venha. Vou mostrar-lhe a casa. Maria levou Aurora para a casa dela. E no final desta rua — ele disse, apontando.
Apreensiva, Vanessa o seguiu. Ele abriu a porta dos fundos e a conduziu ao interior da cozinha.
— Que tal uma cerveja? Vinho? Chá gelado?
— Chá, por favor — ela disse, e olhou ao redor. O cômodo era amplo, e estava impregnado pelo odor de pão fresco. No balcão de cerâmica, viu dois filões dourados ainda na forma.
Zac lhe entregou um copo de chá gelado.
— Açúcar ou limão?
— Não, obrigada.
Ele colocou a cerveja gelada sobre a mesa e aproximou-se de Vanessa, pousando as mãos com firmeza sobre seus ombros. O efeito foi avassalador. Era impossível ficar indiferente àquele homem.
— Nessa, relaxe. Até parece que sou um bandido, querendo comprá-la.
— É mais ou menos como o vejo. Sua proposta me chocou. Acho que deve arranjar uma babá e esquecer esta história de casamento sem amor — ela disse.
Ele se aproximou, aumentando a tensão entre eles.
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Olá amores, aqui está mais um capítulo!!
Espero que gostem....
Será que vai rola beijo??? Quem ai ta ansioso pro primeiro beijo???
\o/\o/\o/
Então cometem ai...
Obrigada pelos comentários....
Até qlqr momento....
Beijooos!!

3 comentários:

  1. Que capitulo foi esse ??? Perfeito 😍😍😍 Ansiosa pelo beijo !! Tomara que role ❤❤❤❤
    Beijos amoree .. Posta maisss

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  2. Ansiosa??? Imagina... só tô quase parindo um filho aqui de a ansiedade
    Quero Zanessa juntos logo
    Por que você não posta dois capítulos por dia? Kkkkkk
    Posta logo amr, xoxo ♡♡♡

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  3. Vai ter beijoo???aiai agora estou Mega ansiosa. Postaa maiss logoo. Bjoss

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