sexta-feira, novembro 06, 2015

CAPÍTULO VII

Zac foi virar os bifes, e ela contemplou suas costas. Em poucos minutos, comiam animadamente na cozinha o banquete de bifes, batatas assadas, cenouras e fatias de pão fresco.
— É um excelente cozinheiro.
— Obrigado, mas Maria merece todo crédito. Não sei fazer o pão. Vai participar do rodeio de julho?
Ela confirmou com um gesto de cabeça.
— Já não participo tanto quanto antes. E você?
— Vou laçar bezerros.
Discutiram questões do rancho, e Vanessa não conseguia controlar mais os nervos. Queria ir direto ao assunto, recusar a oferta e voltar para casa. Mesmo que fosse para sua solidão. Zac era atraente e charmoso, difícil de ignorar.
Depois dê comerem, ele recusou sua oferta para ajudá-lo a lavar os pratos.
— Deve estar mais fresco agora. Venha, vou lhe mostrar o celeiro.
Ela anuiu, embora quisesse abreviar logo a noite. Com certeza, ele estava disposto a exibir o rancho.
A brisa era suave, e o sol poente dava uma aura mágica ao ambiente. A casa a distância parecia um oásis com gramados verdes e flores multicoloridas. Os brigadores ligados polvilhavam o ar de gotas prateadas. A cerca de madeira ao redor do quintal terminava em um portão, que se abria em um passeio de pedras.
— Por que sua mãe não pode ficar aqui até encontrar uma babá?
— Minha mãe é muito ocupada. Meu padrasto é Tom Bridges. Ele é um deputado, e pretende concorrer ao senado nas próximas eleições. Eles têm uma vida social intensa. Mamãe trabalha em diversas obras assistenciais. Ficaria feliz em criar Aurora em Chicago, mas eu não quero ficar longe de minha filha.
Vanessa acompanhou com o olhar o gado que se dirigia do pasto ao celeiro. Um cão pastor australiano veio correndo na direção de Zac.
— Calma, Puppy — ele disse, com a voz mansa, e o cão passou a segui-los logo atrás.
Vanessa olhou de relance para Zac, perguntando-se por que fora a escolhida. Existiam tantas mulheres. Subitamente, sentiu um aperto na garganta. O jantar terminara, e ela precisava dizer não e partir.
Atravessaram o celeiro, onde Zac mostrou o cômodo das selas, e então chegaram a um pasto cercado repleto de éguas. Os animais eram magníficos. Ele pegou-lhe a trança e a puxou de brincadeira. A sensação foi incrível.
— Pensei muito antes de lhe fazer a proposta, Nessa — ele disse tranqüilo. Os olhos azuis procurando decifrá-la.
Vanessa retornou o olhar e se deu conta de que ele era um dos poucos homens que a fazia sentir-se pequena.
— É impossível. Não sei nada sobre bebês. E nem sobre homens.
—  Trabalha com eles diariamente.
— Nunca namorei, e é diferente — ela disse, o nervosismo aumentando.
— Não me importo se nunca namorou. E duvido de que "nunca" seja a palavra apropriada. Deve ter namorado alguém — ele disse. — Na faculdade.
— Muito pouco, e não teve significado. Sou uma mulher diferente. Devia ter nascido em outra época. Nunca tive um compromisso sério.
Zac pensou nas histórias que ouvira a seu respeito. Era arredia como um potro. Porém, ele suspeitava que fosse por causa da proposta, e não sua presença masculina.
Vanessa manteve os olhos nas éguas, as faces rosadas sendo o único indicador dos verdadeiros sentimentos.
— Pensei que houvesse namorado sério na faculdade. Foi o que ouvi.
Ela esboçou um sorriso.
— Então ouviu errado. Vovó pode ter dado início a algum boato, mas é porque deseja muito me ver casada. Às vezes, acho que os intimido.
— Não a mim — Zac disse, e pensou em como os outros homens a teriam magoado. E também, em como o pai os mantivera afastados.
Zac admirou-lhe o perfil, as sobrancelhas cheias, os fartos cabelos negros, enormes olhos achocolatados e lábios rosados. Desceu o olhar até os seios volumosos, empinados contra a camisa azul. Era mais do que atraente. Surpreso, constatou como era bonita, contudo jamais o percebera antes daquela noite. Era a primeira vez que admirava uma mulher desde a morte de Reese.
— Você trabalha com homens. Participa de rodeios. Se não namorou, a escolha foi sua. — Ela ficou mais corada, e ele viu que tinha razão.
— Talvez.
Ele a puxou pela trança. Ela virou-se, os imensos olhos achocolatados nos dele.
— Não precisa ter namorado. Nosso casamento não seria diferente da vida que tem hoje. Exceto, por dividirmos o mesmo teto, e a responsabilidade da criação de Aurora. Não me importo se não houver um relacionamento físico. Jamais a forçaria. Darei todo espaço que precisar.
Vanessa ficou ainda mais vermelha.
— Não posso imaginar o que está me propondo, e acho que em menos de seis meses, estaria arrependido.
— Está enganada. Já pensei muito a este respeito.
— Além disso, o casamento de mentira não é meu único motivo para dizer não. Vou lhe contar um segredo que jamais contei a ninguém.
Vanessa fez uma pausa, e ele ficou imaginando qual seria a revelação.
— O que não contou a ninguém?
Os olhos achocolatados o atravessaram como se chegassem ao horizonte.
— Um dia, pretendo vender o rancho e sumir daqui.
Chocado diante da confissão, e sentindo uma ponta de culpa por tentar envolvê-la em um plano vantajoso apenas para ele, soltou-lhe a trança. Viu seus planos serem desfeitos naqueles imensos olhos achocolatados.
— Você não gosta desta vida? — ele perguntou, acenando a mão. — Achei que adorasse a vida no rancho. Foi o que fez a vida toda. Que mais deseja?
— Meu pai sempre contou comigo, e me criou para continuar em seus passos. Mas eu quero mais.
— Tantas gerações de sua família viveram naquele rancho e está disposta a dizer adeus a tudo assim?
Vanessa ergueu o queixo, os olhos cheios de fúria. E ele soube que ela, como ele, sabia ser teimosa.
— Minhas irmãs partiram sem pensar duas vezes. Por que devo persistir em uma coisa que já não quero mais?
— É difícil acreditar — ele disse, e lembrou-se das brigas àquele respeito que tivera com Reese.
— Jamais magoaria meu pai, mas a vida no rancho não é tudo. Ele nunca me perguntou. Ele apenas presumiu que seria assim. Deixou minhas irmãs partirem. Foram para colégios internos, e jamais retornaram.
— Seu pai já faleceu, o que a está prendendo aqui?
— Tenho a vovó. Não vou vender enquanto estiver viva. Ficarei até ela partir. — Vanessa pareceu ainda mais determinada. — Precisa me prometer que não vai dizer nada a ninguém, Zac. Jamais contei a outra pessoa. Poderia matar a vó de desgosto.
— Não contarei — ele disse, ainda perplexo. — O que pretende fazer?
Ela olhou para baixo e passou o dedo na cerca. As unhas estavam bem aparadas, e as mãos pareciam muito delicadas, apesar de ele deduzir que tinha calos como as suas.
— Pode parecer tolice, mas meu sonho é cursar a faculdade de direito. Li vários livros sobre o assunto. — Vanessa ergueu os olhos brilhantes, como se esperasse algum comentário.
Ele sentiu-se derrotado. Por algum tempo, Vanessa havia sido a solução de seu dilema. A culpa também o invadiu ao lembrar-se das vezes em que Reese lhe implorara para voltar à cidade.
— Bem, acabou-se.
— Fiquei lisonjeada com sua oferta.
Ele passou a mão na nuca.
— Você era a solução perfeita. Achei que seríamos como sal e pimenta.
— Nem posso me imaginar vivendo aqui — ela disse. — Mas, fiquei feliz pela confiança.
Ele lhe devolveu um pálido sorriso e puxou-lhe a trança.


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Olá amores estou de volta, e aqui está mais um capítulo!!
Espero que gostem....
Vanessa cabeça dura!! E ai o que estão achando da fic??
Cometem ai...
Obrigada pelos comentários.... ♥
Até qlqr momento....
Beijooos!!

4 comentários:

  1. Mais perfeita impossível !!! Essa Vanessa é mt cabeça dura .. Bjs e continuaa

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  2. Não acredito que eles não vão ficar juntos
    Ai mds, tô pirando aqui
    Posta mais amr, xoxo

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  3. Sabe o q eu to achando q eles n vao ficar juntos ela vemde o rancho e vai embora e ai anos depois eles se reencontram e ficam juntos.
    E o q acho e to super ansiosa pra saber como vai ser se estou certa ou n
    Xoxo

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  4. Como assim a Vane quer ir embora??uau cada dia a fic me surpreende mais. Ta perfeitaaa. Bjoss posta mais logo

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