sexta-feira, novembro 13, 2015

CAPÍTULO XIV

Vanessa sentiu-se culpada por enganar Starla, os Efrons confiavam nela e a admiravam.
— Nessa, sra. Efron, venham tirar uma fotografia — Ashley chamou, e a conversa terminou.
Uma hora mais tarde, Vanessa estava no meio de uma roda com as irmãs e amigos. Olhando os casais que dançavam no meio do pátio lembrou-se do momento em que estava nos braços de Zac. Ashley a chamou.
— Está na hora de jogar o buquê de noiva e a liga.
Ela havia discutido com as irmãs a respeito dos dois costumes, mas no final cedera. Era a tradição.
Stella e as amigas solteiras se posicionaram, e Vanessa, de costas, atirou o buquê sobre o ombro.
Zac se juntou a ela. Os olhos azuis brilhantes.
— Preciso retirar a liga e atirá-la para os homens solteiros. — Vanessa enrubesceu à medida que erguia a saia do vestido.
Zac percebeu o rubor de suas faces. Vanessa era mesmo uma caixa de surpresas. Ficava envergonhada em exibir as pernas, mas agia com naturalidade na castração ou nascimento de um bezerro. Coisas que fariam desmaiar qualquer mulher da festa.
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Aurora riu e puxou um quadro de uma vaca e apertou o botão que a fazia mugir.
— Espero que o barulho não a incomode, Nessa. Ela adora brinquedos barulhentos.
— Claro que não me importo — Vanessa disse, e dobrou o vestido em volta das pernas.
— Eu devia ter trocado de roupa. — Ela fechou a porta.
Ele caminhou até o lado do motorista e entrou.
— Acho que já perceberam que estamos indo embora — ele disse, olhando a multidão do lado de fora acenando. Zac devolveu os cumprimentos, pisou no acelerador e, em poucos instantes, estavam na estrada.
— Vamos passar uma semana em Fort Worth. Você poderá conhecer melhor Aurora. Também vamos comprar alguns cavalos.
— Não esqueça, amanhã no hotel, tenho entrevistas marcadas com as candidatas à babá — Vanessa o lembrou.
Quando ele não respondeu, ela o encarou. Zac estava abatido.
— Não foi um dia fácil para você, não é? Trouxe-lhe muitas lembranças.
Ele a olhou diretamente e anuiu.
— Perdoe-me. Não foi sua culpa. O casamento me fez lembrar de Reese. Eu a amava muito — ele acrescentou. — Sinto falta dela.
Sentindo-se como uma intrusa, Vanessa concordou e voltou a atenção para Aurora, que brincava com seu quadro barulhento. Esta parecia contente como sempre. Vanessa lembrou-se de sua proximidade com o pai. Zac adorava a filha.
Vanessa tornou a olhar para o marido. Seu perfil era forte e expressivo. Inspirava confiança. Será que trocara sua liberdade por uma futilidade? Não, tinha objetivos. Permaneceu em silêncio durante o resto do percurso.
Chegaram a Fort Worth ao entardecer. As luzes piscavam na área urbana, e Vanessa ficou apreensiva ao chegarem diante do enorme hotel.
— Estou me sentindo mal neste vestido de noiva.
Zac sorriu e inclinou-se para ela.
— Relaxe. Não conhece ninguém aqui.
—Verdade — ela concordou. O garagista lhe abriu a porta da caminhonete, e ela saiu.
Zac soltou Aurora da cadeira e a tomou nos braços. Deu instruções com relação à bagagem e então seguiu Vanessa dentro do hotel. Ela entrou majestosa, e ele disfarçou um sorriso de satisfação ao lhe entregar Aurora.
— Vou cuidar do registro. Devem estar achando que tivemos Aurora antes do casamento — ele disse, e piscou.
Vanessa ficou constrangida. Ele tinha razão. Atravessou o salão com o queixo empinado. Pouco lhe importava a opinião dos outros.
— É uma excelente companheira de viagem — ela disse, alisando o vestido rosa da pequena. O laço dos cabelos havia desaparecido. Aurora sorriu, exibindo um único dente. Vanessa sentiu-se tocada pela enteada.
Zac veio até elas logo em seguida.
— Deixe-me carregar Aurora. Eles levarão as malas.
Vanessa o seguiu em silêncio, atravessaram o lobby e entraram no elevador. Zac reservara uma suíte de dois dormitórios na cobertura. Vanessa entrou no aposento e se deu conta de que daqui a partir daquele momento estaria a sós com o marido e a enteada. O carregador chegou com as malas, e Zac recebeu-as, deixando Aurora com Vanessa. Levou-a até a janela para mostrar as luzes coloridas do centro de Fort Worth. Ouviu Zac fechar a porta e apanhar o telefone.
— Já pedi o jantar. Será servido aqui mesmo. Será mais fácil por causa de Aurora. Mas, se preferir...
— Está ótimo assim.
— Posso pedir champanhe, Nessa, ou prefere vinho?
— Prefiro um uísque — ela respondeu, e notou que Zac torceu os lábios. — Peça o que quiser. Eu sempre tomava um drinque com meu pai antes de dormir.
— Uísque é perfeito — Zac disse e falou com a pessoa ao telefone. Depois de feito o pedido, ele apanhou as malas de Vanessa.
— Pedi uma cama para Aurora, portanto um dos quartos deve ter um berço. Podemos mudá-lo de lugar se desejar. Escolha o quarto em que quer ficar.
— Não se preocupe. Posso dormir em qualquer um dos quartos.
— Daqui a pouco, ela vai querer a mamadeira. Preciso prepará-la. — Ele dirigiu-se a uma das portas. — Vejamos em que quarto vai ficar.
Vanessa o seguiu no aposento luxuoso onde havia uma cama de casal imensa.
— Posso me perder neste lugar — ela disse, sem pensar. Duas portas de correr abriam-se para um terraço.
— Este será seu quarto. Aqui estão as malas. Eu levarei minha pequena. — Ele estendeu os braços e apanhou a filha. — Ela amassou seu vestido.
Vanessa sorriu com simpatia.
— Não pretendo usá-lo outra vez.
Ele lhe fez um afago na nuca.
— Foi a noiva perfeita, Nessa.
— Obrigada.
— Merece muito mais do que está recebendo.
— Eu concordei, lembra? Acho que está sendo muito generoso.
— Não me referia a dinheiro e terras — ele disse, e concentrou para olhar nos lábios de Vanessa.
Aurora resmungou, e ele se afastou.
— Já vou alimentá-la, minha pequena. Foi muita boazinha hoje — ele disse à filha e a levou para o outro aposento, fechando a porta.
Vanessa permaneceu imóvel, as palavras dele ecoando em sua mente. Ele a achava perfeita. A ideia a deixou extasiada.
Voltou à janela para admirar a vista da cidade. Sentia-se só, contudo as imagens do dia a confortaram. Aurora começou a chorar, e Vanessa olhou para a porta do quarto vizinho. Talvez pudesse ajudar. Dirigiu-se à porta e bateu.
— Zac?
— Pode entrar.
— Precisa de ajuda? — ela perguntou, abrindo a porta. O quarto era maior que o seu, com uma parede coberta de espelhos. Aurora estava no meio da cama imensa, gritando e chutando.
— Estou tentando terminar a mamadeira. Se puder...
Vanessa apanhou a criança no colo. Os gritos transformaram-se me soluços.
— Papa — ela disse, e estendeu os braços para o pai.
Vanessa cantarolou uma melodia e a distraiu, enquanto ele acabava de despejar o leite na mamadeira.
— Isso, doçura — Vanessa disse, adorando o contato com o bebê.
Zac fechou a mamadeira.
— Agora pode devolvê-la para mim. — Ele a tomou nos braços, e colocou a mamadeira entre suas mãos pequenas.
Vanessa ainda estava com os sapatos de salto, e mesmo assim, Zac era mais alto do que ela. Sem pensar, perguntou:
— Qual é sua altura?
— Um metro e setenta e três — ele disse, sorrindo. — Você também tem uma boa altura.
— Claro. Tirando algumas exceções. — Ela olhou para Aurora. — Ela parece feliz — Vanessa disse e se virou quando bateram à porta.
— Deve ser o rapaz do hotel com nosso uísque. Apanhe minha carteira aqui no bolso da calça e lhe dê uma gorjeta.
Encabulada, Vanessa retirou a carteira e apanhou o dinheiro. Atendeu a porta, e mostrou onde o rapaz deveria colocar o uísque, o balde de gelo e os copos.
Voltou para o quarto e colocou a carteira sobre a mesa. Zac estava sentado com Aurora no colo, as longas pernas esticadas à frente.
Vanessa se retirou sem nada dizer e fechou a porta do quarto.
Retornou à vista panorâmica. Podia ver as muitas luzes acesas da cidade, e lembrou-se da cerimônia. Parecia um sonho. O horizonte ainda exibia um brilho rosado, mas o céu já estava escuro.
Como seria seu futuro? Vanessa especulou. Poderia viver com aquele homem dinâmico e sua filha? Teria a ajuda de uma babá e uma cozinheira, mas, eventualmente, ficaria apegada a Aurora. Conseguiria dar à enteada o amor e apoio necessários?
Vanessa olhou-se no espelho. Seria a última vez que estaria vestida de noiva.
Retirou o véu e a grinalda, depois soltou os cabelos. Pretendia fazer uma trança e vestir um jeans. Ficar à vontade. Começou a desabotoar os minúsculos botões nas costas do vestido.
Era difícil, mas recusava-se a pedir a ajuda de Zac. Finalmente, depois de se contorcer, estava livre do vestido. O ar fresco acariciou-lhe o corpo. Ficou apenas com uma combinação de seda, roupa íntima comprada por impulso.
Um grito no outro quarto chamou-lhe a atenção. Desde a chegada a Fort Worth, o bom humor de Aurora acabara. Vanessa atirou o vestido sobre a cama e livrou-se dos sapatos. Resolveu desfazer a mala.
Passou a guardar suas roupas nas gavetas, porém os gritos do bebê ficaram mais altos. Que estaria incomodando Aurora?
— Nessa!


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Olá amores....
Aqui está o tão aguardado capítulo do começo da
lua de mel de Zanessa...
O que será que a pequena Aurora tem hein!? E será que a Vanessa
não vai ver o que está acontecendo???
Comentem ai...
Obrigada pelos comentários.... ♥
Até qlqr momento....
Beijooos!!

3 comentários:

  1. Foi perfeito mas seria mais perfeito ainda se ele tivesse apaixonado pela Nessa ansiosa pra saber o q a doce Aurora tem me apaixonei por ela
    Xoxo

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  2. Ai meu Deus...eu tô pirando com essa fic
    Preciso de mais capítulo
    Continua logo amr, xoxo

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