quarta-feira, novembro 25, 2015

CAPÍTULO XIX

Precisava detê-lo. Sabia que para ele aquilo não teria significado algum além do prazer físico. Mas as carícias dele a entorpeciam. Zac era sexy, lindo e seguro. Poderia ter a mulher que quisesse, por isso ouvi-lo dizer que era linda era avassalador. Impossível impedi-lo de continuar.
Vanessa olhou para ele com olhos semicerrados, adorando seu corpo, arrebatada pelo desejo. Zac abaixou-se e tomou-lhe o mamilo na boca, acariciando-o com a ponta da língua. Ela deixou escapar um grito abafado, deslizou os braços em volta de seu pescoço e o beijou.
Abraçados, Vanessa notou que o contorno de seus corpos encaixavam-se com perfeição; o bojo de sua masculinidade pressionando-a.
As coisas estavam indo rápido demais para Vanessa, por isso teve coragem de resistir, afastando-o. Ela deu um passo para trás e pôs a camisa.
— Pensei que não fossemos fazer isso — ela sussurrou. — Um dia teremos vidas separadas, Zac. Não sei ser casual com sexo. — Empenhou-se para desviar o olhar do corpo dele.
Gostaria que ele dissesse que ficariam juntos para sempre, que ele jamais a deixaria partir. Mas, Zac permaneceu em silêncio. De relance, percebeu a toalha branca e o efeito dos beijos e carinhos nele. Estava tão excitado quanto ela, mas desprovido de sentimento.
Desapontada, ainda desejando-o, fechou o sutiã e abotoou a camisa.
Não se entregaria a uma paixão física sem significado. Eventualmente, ele perderia o interesse, e isto a magoaria.
Zac permanecia em silêncio, e Vanessa gostaria muito de saber no que pensava.
— Você é muito desejável, é uma linda mulher, Nessa — ele disse, a voz grave. Ela fechou os olhos, sentindo-se arrasada, querendo atirar-se em seus braços e fazê-lo amá-la de verdade. Mas, este fora o comportamento das babás que ele reprovara. Não, Zac não se apaixonaria com aquela atitude. Viviam sob o mesmo teto. A proximidade se encarregaria de uni-los, mas o amor...
— Obrigada — Vanessa disse, com firmeza, procurando abafar a lembrança dos beijos e carícias.
Ele passou por ela, apanhou a calça e desapareceu dentro do banheiro. Minutos mais tarde, reapareceu vestido.
Vanessa sentiu-se invadida pelo desejo de estar em seus braços outra vez. Queria desfrutar do calor e aconchego daqueles braços fortes. Então, notou que ele a observava.
— Preciso falar com você.
—Sim...? — ele perguntou.
Momentaneamente, ela esqueceu por completo o que ia dizer. Tentou lembrar por que estava no quarto dele. Ele esperava, estudando-a.
— Você me tira a concentração! — ela disse, impaciente.
— Fico feliz — ele respondeu. — É bom saber que percebe a minha presença.
— Sempre percebi. E preciso falar com você — ela acrescentou. — Quando voltei para casa hoje, encontrei Julia gritando com Aurora. Eu a demiti.
— Fez bem. — ele franziu a testa e esfregou a nuca. — Não queria ter de dizê-lo, mas só tive problemas com essas babás. Espero que ela não tenha machucado Aurora.
— Acho que não. Aurora nunca demonstrou não gostar ou ter medo de Julia. Encontrei-a vendo televisão enquanto gritava. Aurora estava no chão. Não creio que Julia tenha batido nela. Só não entendo onde arranjou as excelentes referências. Como conseguiu?
— Se o problema dela é só gritar, talvez a família para quem trabalhava não se importasse. Eles a conheciam bem. Ficou oito anos naquele emprego.
— Oito anos é mesmo muito tempo. De qualquer maneira, vou arrumar outra.
— Posso pedir a Ana que fique com Aurora durante o dia até encontrarmos alguém
Vanessa sacudiu a cabeça em negativa.
— Não é necessário. Eu tomarei conta de Aurora até acharmos a pessoa certa.
Zac arqueou as sobrancelhas.
— Tem certeza?
— Acho que posso deixar de cavalgar atrás de vacas e bezerros por alguns dias — ela disse, e tocou o corte da face.
Ele aproximou-se, e Vanessa sentiu a pulsação se acelerar.
— Zac... — ela disse, o tom de voz fazendo-o parar.
— Tem certeza de que Aurora está bem?
— Sim, está ótima. Estava brincando quando voltamos para casa. — Vanessa se afastou, e correu para a porta.
— Eu o vejo no jantar. Vou ajudar Ana, assim ela poderá ir embora mais cedo.
A porta se fechou, e Zac ficou parado com os punhos cerrados na altura dos quadris. Ele queria Vanessa, e seu desejo aumentava a cada instante.
Fechou os olhos e lembrou-se dos momentos de carinho partilhados. Dirigiu-se ao armário e apanhou uma camisa. Sabia que Vanessa já encomendara os livros para preparar-se para o exame vestibular. Ele sofria, pois ela já estava pensando em deixá-lo.
Chegou a pensar em cortejá-la de verdade, conquistar sua afeição, fazê-la ficar, mas rejeitou a ideia. Não cometeria o mesmo erro uma segunda vez. Obrigara a Reese a permanecer no rancho. Se não o tivesse feito, estaria viva.
Quando chegasse a hora, teria de deixar Vanessa partir. No momento, tinha a sorte de tê-la sempre por perto. E se esforçaria para não tocá-la. Tentou lembrar-se da Vanessa de tempos passados. Estava sempre junto do pai. Mesmo nos rodeios, ele sempre era como uma sombra.
Zac pensou em Aurora. Será que ele também seria um pai como Greg Hudgens? Um dia teria de deixar Aurora seguir sua vida. Não queria transformar-se em um pai possessivo como o de Vanessa.
Zac vestiu a camisa e penteou os cabelos. No espelho, notou as manchas de batom no rosto, e as limpou. Vanessa era uma mulher em tanto. Precisava se esforçar mais para manter o autocontrole. Apesar de ser sua esposa, estava fora de seu alcance. Como se fosse casada com outro. Era esposa apenas no nome, e ele era o único responsável. Mas se soubesse, teria esperado e cortejado Vanessa até conquistá-la.
Olhou o reflexo no espelho e balançou a cabeça em uma negativa. Não estava apaixonado por ela. Ainda amava a Reese. Mas, desejava Vanessa. O corpo gritava por ela. Mas não era só atração sexual. Havia algo mais. Muito. Ele gostava dela, de conversar com ela. Vanessa conhecia seu mundo. Não havia nada que não pudessem discutir.
— Exceto que eu quero levá-la para cama— ele disse, pensando nos imensos olhos castanhos. — Céus, estou falando sozinho. Esqueci minhas obrigações e estou tremendo como um velho de cem anos. — Ele virou-se abruptamente e seguiu para a cozinha.
Vanessa o olhou e ofereceu um sorriso.
— Olhe, meus livros chegaram! Aqui estão os manuais do vestibular para admissão na faculdade de direito.
— Agora vai estudar todas as noites.
— Posso estudar enquanto você faz a contabilidade do rancho. — Ela empilhou os livros no balcão. — Contei à vovó que vou voltar a estudar.
— O que ela achou? — ele perguntou, notando a ansiedade nos olhos de Vanessa. Ainda tentava ocultar o desejo de tomá-la nos braços e fazer amor com ela.

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Ola meninas... Me desculpem o sumiço
Estou em semana de provas na faculdade e ta difícil arrajar tempo....
Sei que prometi mega capítulos pra vcs, mas so postei esse capitulo para dar justificativas
E para avisá-las que nao sei se postarei capitulos nesse fim de semana pois irei trabalhar
na igreja... Mas a partir da terça que vem estará mais tranquilo e ai tentarei postar capítulos todos os dias....
Bom espero que gostem desse capítulo... 
Comentem ai o que acharam....
Beijos e até qlqr momento!!

3 comentários:

  1. Nossa gente ,Vanessa é bastante decidida,pq se não n ia ser facil assim resistir,eles tem que admitir logo esse sentimento,um fica sofrendo pelo outro sem precisão afff
    bjs amore ,posta mais

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  2. Meu Deus, essea dois vão esconder os sentimentos um do outro atoa
    Percebe-se de longe q já estão apaixonados
    Posta mais amr
    Xx

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  3. Aaaaaaah Zac e Vane se amem logo por favor kkkk
    A história tá muitooooooooo show, continua linda, super ansiosa pra saber no que vai dar!!
    Xoxo Isa!!

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