sábado, novembro 14, 2015

CAPÍTULO XV

— Nessa!
O grito de Zac era alarmante. Apanhou a camisa que pensava vestir, então reparou nas pernas nuas e resolveu vestir novamente o vestido de noiva. Houve outro chamado de Zac, e ela saiu correndo, sem abotoar o vestido.
— Estou indo!
— Pode me ajudar? Não entendo o que há de errado.
Transtornado, Zac despiu a camisola de Aurora.
— Ela vomitou todo aquele leite. — Zac estava com o peito nu e a calça manchada. O vestido rosa de Aurora já estava amarrotado em um canto do quarto, a camisa branca dele sobre a cadeira. — Eu devia tê-la trocado antes da mamada. Pode buscar uma toalha molhada no banheiro?
Por um instante, Vanessa ficou imóvel, admirando-lhe os músculos das costas. Então, se deu conta do pedido e correu até o banheiro para atendê-lo. Voltou e lhe entregou a toalha.
— Ela parece que quer mamar de novo. Vou preparar um suco. Pode segurá-la?
Vanessa acolheu a pequena Aurora nos braços e a confortou. Lavou-lhe o rosto e caminhou com ela de um lado a outro.
— Será que consegue vestir esta camisola nela? — Zac lhe entregou a peça de roupa e Vanessa a vestiu na pequena.
Zac despejou um pouco de suco de maçã na mamadeira. Então, olhou com interesse para aquela que agora era sua esposa.
Vanessa caminhava de um lado a outro do aposento com a pequena nos braços, cantarolando baixinho. Com certeza esquecera o vestido aberto nas costas. Estava coberta da cintura para baixo, mas Zac podia ver a lingerie de seda através da abertura das costas e os longos cabelos soltos.
Ela se virou, e seus olhos encontraram-se.
— Aurora já se acalmou.
Pela primeira vez, Zac pode ver Vanessa com os cabelos soltos. Era de tirar o fôlego. As longas cascatas negras sobre os ombros criavam uma imagem angelical. A pele era perfeita e rosada como um pêssego.
Zac passara o dia todo mergulhado nas lembranças do primeiro casamento. As últimas vinte e quatro horas sendo as mais dolorosas. Contudo, agora ao observar Vanessa em toda sua vitalidade e beleza feminina, sentia-se refeito. Como se ela fosse um raio de sol no fim da tempestade. Foi invadido pelo desejo de tocá-la e amá-la com paixão.
Com esforço, desviou seus pensamentos para Aurora. Colocou a mamadeira sobre a mesa e atravessou o quarto. Tomou a filha de Vanessa. A criança se aconchegou em seu colo, fechou os olhos e passou a chupar o polegar. Ele a levou até o berço e a ajeitou sobre o travesseiro.
— Ela está quente de tanto chorar, mas não acho que esteja com febre. Que você acha?
— Não sei — Vanessa respondeu, e caminhou até Aurora, colocando a mão sobre sua testa.
— Não acredito que esteja com febre.
Zac virou-se para Vanessa.
— Obrigado por ter vindo ajudar-me. Quase nunca acontece de ela ficar assim.
Ele estava a menos de um metro dela e com o peito nu. Ela não podia resistir. Vanessa baixou os olhos e examinou-lhe a pele morena sobre os músculos fortes e os ombros largos. Seus olhares se encontraram, e ela se deu conta da própria aparência desgrenhada.
Observando-a, Zac esticou os braços e puxou-lhe o vestido para cima, cobrindo-lhe os ombros.
Vanessa sentiu o pulso acelerado diante do contato dos dedos de Zac.
— Eu estava me trocando quando você chamou — ela explicou, sentindo que ficava corada.
Ele baixou os olhos até os lábios de Vanessa, e ela sentiu naquele olhar a força de um beijo.
— Está sendo roubada, Nessa.
— Eu sabia no que estava me metendo. Tive escolha. Concordei com nosso arranjo — ela respondeu, quase sem fôlego. Esperava que ele não estivesse percebendo como a perturbava.
Os enormes olhos castanhos de Vanessa estavam fixos em Zac.
Ele nunca a achara tão linda e vulnerável. Os cabelos negros em desalinho, enquanto tentava em vão abotoar o vestido nas costas.
— É melhor eu ir andando — ela disse apressada, deixando o quarto.
Relutante, Zac a viu partir, a culpa mortificando-o. Ele a aprisionara em um casamento sem amor, que manteria outros homens afastados. E, era tão bonita, inteligente e capaz. Devia namorar e encontrar um amor verdadeiro, casar e formar uma família.
Ele sacudiu a cabeça, lembrando-se de que Vanessa sempre escolhera a solidão do rancho. Antes mesmo do acordo deles. Já era adulta e sabia escolher. Afastou aqueles pensamentos e foi desfazer as malas.
Em seu quarto, Vanessa guardou as roupas, vestiu um jeans e camiseta, calçou um par de mocassins e fez uma trançaa nos cabelos.
Juntou-se a Zac na sala de estar da suíte. Ele já se servira de um drinque.
— Como quer o seu uísque? Com soda?
— Duplo simples, sem gelo.
— Foi tão ruim assim o seu dia?
Ela sacudiu a cabeça em negativa.
— Nem tanto.
Zac estava de jeans, camiseta, e botas. Os cabelos acobreados estavam despenteados. Havia nele algo de selvagem, mesmo estando na suíte de um hotel cinco estrelas. Ficaria melhor no lombo de um cavalo, lutando contra as forças da natureza. Seria sua pele morena e seu sangue indígena que lhe davam aquela aparência?
Ele entregou à Vanessa a bebida e serviu-se de outra. Ergueu o copo e propôs um brinde.
— A um negócio feliz e rentável, Nessa.
Ela tocou-lhe o copo e o fitou bem nos olhos. Em seguida, entornou o conteúdo do copo e o colocou sobre a mesa.
— O jantar já deve estar chegando. Podemos comer aqui dentro ou lá fora no terraço. A noite está fresca.
— Vamos comer no terraço.
Zac ofereceu-lhe outra bebida, mas ela recusou. No terraço, sentaram-se à mesa e discutiram as futuras entrevistas de babás.
— Jamais viajei para fora do Texas — Vanessa disse. — Achei que Fort Worth era a maior cidade do mundo quando meu pai me trouxe aqui.
Surpreso, Zac a estudou.
— Nunca viajou por outros lugares?
— Não, fiz faculdade aqui no Texas.
— Seu pai devia tê-la soltado mais.
Vanessa o encarou, surpresa com seu tom.
— Do jeito que fala, parece que também foi obrigado a ficar aqui.
— Não. Eu é que obriguei a Reese, minha esposa, a morar no rancho. Ela adorava cidades e pessoas diferentes. Depois que ficou grávida, isto virou uma obsessão. Ela era decoradora em Houston quando a conheci. Sua vontade era viver lá.
— Não discutiram isso antes de se casarem?
Ele olhou para Vanessa, e ela sentiu-se constrangida por ter perguntado.
— Nunca discutimos nada. Eu estava loucamente apaixonado. Eu a matei, obrigando-a a viver no rancho.
— Não diga uma coisa dessas! — Vanessa disse horrorizada. — Não foi um acidente de carro?
— Sim, uma chuva forte arrastou seu carro para o rio. Estava a caminho de Dallas. Ia fazer compras. Graças a Deus não tinha levado minha filha. Aurora estava comigo em casa. Se eu houvesse concordado em me mudar para a cidade como ela queria...
Ele se interrompeu, e Vanessa tocou-lhe no braço.
— Não poderia saber. Sua vida é no rancho, como a de meu pai ou a minha. Não deve se culpar.
Ele virou-se e tomou-lhe a mão na sua. Vanessa surpreendeu-se com a reação e ficou imóvel, admirando-lhe o olhar melancólico.
— É uma boa pessoa, Nessa — ele disse. — Que noite de núpcias ruim para você.
— Está ótima — ela disse, e soltou-se. — Minhas dívidas foram liquidadas, minha faculdade será paga. No mês passado, eu nem sabia o que fazer. Isto é muito melhor. Mas, é você quem está sofrendo.
— Não, não é verdade. O dia foi ruim, mas a noite está melhor. Nem você nem eu tínhamos grandes expectativas, certo? — Permaneceram em silêncio.
— Zac, estive pensando a respeito da faculdade. Gostaria de me inscrever no exame e ver se sou aceita.
— Claro. Tem meu apoio.
— Assim que arranjarmos a babá, terei mais tempo para estudar.
Vanessa estava adorando a companhia de Zac, a noite agradável e fresca no terraço, e a calmaria da cidade adormecida.
— Que horas são? Deve passar das duas.
— Que tal quatro horas? — ele indagou, depois de olhar no relógio.
Surpresa, Vanessa o encarou. Zac esticou o braço e puxou-lhe a trança de leve.



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Olá amores....
Aqui mais um capítulo...
Peço a todos que orem pelo massacre terrorista em Paris e também pelo
terremoto do Japão ambos ocorridos ontem...
Mais tarde tem mais um capítulo....
Então comentem bastante ai...
Obrigada pelos comentários.... ♥
Até qlqr momento....
Beijooos!!

3 comentários:

  1. Sinto que um clima já começa a rolar entre eles
    Oremos pelo mundo,que a cada dia está pior
    Peço tbm que orem não só por Paris e Japão, mas também aqui por Minas,ond ocorreu o rompimento das barragens em Mariana
    Posta mais amr, xoxo

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  2. Uhulll um clima no ar entre eles amoo
    Oremos pra q esses acontecimentos acabem logo e q n aconteca mais nenhuma vitima
    Xoxo

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  3. To amando a fic,posta mais
    que Deus proteja e conforte todas essas pessoas

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