sábado, novembro 14, 2015

CAPÍTULO XVI

— Você é uma excelente companhia, Nessa. Devia ter saído mais e conhecido outros homens.
— Não, creio — ela disse. — É mais fácil relaxar com você. Nunca fui feliz no amor.
— Tolice. Aposto que muitos homens se morderam de inveja hoje quando a viram a meu lado na igreja.
— Tolice? — ela repetiu, e levantou-se.
Zac se aproximou. A brisa da noite a fez sentir o perfume de sua colônia masculina. Ele colocou ambas as mãos nos ombros de Vanessa, e ela sentiu o calor daquele contato através da fina camiseta.
— Quando estiver na faculdade, Nessa, namore um pouco. Tenho a impressão de que nunca disse "sim" a alguém.
— Eu disse sim a você.
— Mas não foi uma decisão que envolvesse suas emoções, seu corpo ou seu coração. Foi um negócio, como a compra de gado. Além disso, fui insistente.
Vanessa ficou aborrecida.
— Nossas vidas estão unidas. Contudo, vou me lembrar de seu conselho, vou namorar quando estiver na faculdade — ela retrucou, e fugiu apressada para o quarto, fechando a porta logo atrás. Sentia-se desnorteada. Até aquele momento, divertira-se muito com ele. Mas... Parou diante do espelho.
— Não se apaixone — ela disse baixinho. — Ele jamais irá corresponder.
Vestiu uma velha camisola vermelha, entrou embaixo das cobertas, e, em poucos minutos, estava adormecida. Parecia ter acabado de fechar os olhos, e ouviu gritos vindo do outro quarto. Puxou o travesseiro sobre a cabeça, mas ainda ouvia Aurora. Sentou-se na cama, sem entender o que acontecia.
— Vanessa? Nessa, pode vir aqui?
— Que houve? — ela perguntou, abrindo a porta.
Zac encontrava-se de pé no meio do quarto, a calça jeans desabotoada na cintura, o dorso nu e Aurora nos braços, chorando e se debatendo.
— Ela não quer a mamadeira, e não sei mais o que fazer.
Vanessa aproximou-se.
— Se você não sabe, imagine eu!
Ele lhe entregou a filha, e Vanessa, mais uma vez, começou a embalar a pequena, cantarolando uma melodia.
— Onde está a mamadeira? Talvez ela a aceite agora.
Zac entregou-lhe a mamadeira, e ela tentou oferecê-la ao bebê. Aurora gemeu e empurrou a mamadeira.
— Zac, não sei o que fazer.
— Nem eu — ele disse.
Querendo ajudar, Vanessa passou a caminhar de um lado a outro; embalando a pequena. Aurora estava suada, os cachos colados na testa, o rostinho vermelho de tanto chorar. Vanessa a colocou no ombro e bateu-lhe nas costas com delicadeza, cantarolando.
Em segundos, a pequena arrotou e ficou quieta.
Satisfeita, Vanessa virou-se para Zac.
— A única vez em que ela ficou assim foi quando nasceu o dente.
— Talvez esteja nascendo outro. Já olhou?
— Não, e não o faremos agora. Você foi ótima — ele disse. — Pensei que fossem nos expulsar do hotel. Minha filha é pequena, mas sua voz...
— É verdade. — Vanessa riu.
Controlada a situação de Aurora, Zac concentrou-se em Vanessa.
Estava hipnotizado pelos longos cabelos, a camisola, e as pernas nuas. Alheia aos olhares dele, Vanessa embalava a criança, absorta.
Zac refletiu que voltava à vida em uma ocasião inusitada, e por uma mulher que era apenas uma sócia nos negócios. E, ela havia jurado desconhecer as sutilezas dos homens, portanto não estaria interessada em uma relação informal.
Incapaz de parar de admirar aquelas longas pernas, ele refletiu. Seria ela inocente como demonstrava ao enrubescer diante de certas circunstâncias? Talvez não.
Vanessa se virou para ele.
— Se me der a mamadeira, posso tentar alimentá-la.
Ele fez o que Vanessa pediu, sabendo que devia se oferecer para ficar com Aurora, mas queria que Vanessa ficasse mais um pouco.
Ela sentou-se com a pequena nos braços e a camisola subiu, revelando-lhe as coxas.
Zac inclinou-se contra a cômoda e cruzou as pernas, chocado pela reação do próprio corpo, sem desviar o olhar de Vanessa.
Ela cantarolava para Aurora, que tinha os dedos minúsculos ao redor da mamadeira.
Zac respirou fundo, o corpo quente. Estava atônito por sentir aquele desejo físico por Vanessa.
Preocupado por saber que o acordo não incluía uma união sensual inconsequente.
Abruptamente, dirigiu-se à mesa onde estava o uísque e se serviu. O que ele havia feito? Como se metera naquele casamento de mentira? Olhou para a filha. Teria apenas de controlar seus desejos.
Entornou a bebida e sentiu-a queimar-lhe a garganta.
Determinado, Zac retornou a seu quarto. Assim que Vanessa estivesse outra vez de jeans e camisa, esqueceria tudo aquilo.
Olhando para ele, Vanessa entrou no quarto e debruçou-se sobre a cama para colocar Aurora. A camisola subiu novamente alguns centímetros, deixando-o excitado.
Apesar de a calcinha não estar aparecendo, a imaginação de Zac proveu o resto. Os olhos dele encontraram os de Vanessa. Estava arrependido de ter virado o uísque de um gole só. Agora, seria difícil manter a cabeça, e, principalmente, o corpo frio.
 Ela atravessou o aposento.
 — Talvez seja um dentinho novo. — ela apanhou a mamadeira e a entregou a ele. Zac não resistiu e agarrou-lhe o pulso. Colocou a mamadeira sobre a cômoda, sem soltar Vanessa. Ela o encarou, os olhos castanhos arregalados, cheios de espanto.
 — Sou grato por ter você, mas eu sei que deveria ser punido por amarrá-la em um casamento sem amor. Nessa, você merecia um marido de verdade, uma família. Você foi feita para o amor — ele acrescentou com uma voz sensual, e tomou-lhe o queixo na mão.
Vanessa sentiu o coração aos pulos. O olhar de Zac tinha uma intensidade até então desconhecida. A voz grave sufocada pelo desejo.
Nas poucas vezes em que estiveram juntos durante o namoro relâmpago, Zac parecera não notar a presença de Vanessa. Ela sentira-se como uma pessoa invisível, mas não agora. Naquele momento, cativara toda sua atenção.
 — É o primeiro e único homem a me dizer isto — ela falou.
Ele acariciou-lhe o pescoço, fazendo-a estremecer. O corpo de Vanessa reagiu ao toque em uma sensação inédita. Uma urgência latente crescendo em seu interior.
 — Faz tempo que não beijo uma mulher.
 — Você me beijou hoje — ela sussurrou.
 Ele sacudiu a cabeça lentamente, o olhar penetrante.
 — Não foi de verdade.
Vanessa sentiu a pulsação disparar.
Jamais imaginou que ele fosse pedir licença para beijá-la.
 — Eu não acho...




---------------------------------
Olá amores como havia prometido aqui está mais um capítulo....
Será que vai rolar beijo, beijinho ou beijaço hein!? Qual a sua expectativa?? :D
Espero que estejam gostando da fic e que comentem bastante...
Obrigada pelos comentários.... ♥
Peço a todos que orem pelo massacre terrorista em Paris e também pelo
terremoto do Japão ambos ocorridos ontem...
Até qlqr momento....
Beijooos!!

4 comentários:

  1. Ai n q malvada vc parar justo ai posta mais um hj please to mto ansiosa

    ResponderExcluir
  2. Ai n q malvada vc parar justo ai posta mais um hj please to mto ansiosa

    ResponderExcluir
  3. Ai mds posta mais e logooo pelo amor,to curiiosa de mais ,espero que tenha um beijaço no minimo ,

    ResponderExcluir
  4. Desculpa não ter comentado antes
    Ma enfim, o capítulo tá divo

    ResponderExcluir