quinta-feira, novembro 19, 2015

CAPÍTULO XVIII

Ela gemeu ao refletir sobre o futuro. Concentre-se na faculdade de direito, ela lembrou. Faça planos para o exame vestibular. Ergueu o queixo e concentrou-se no que faria no dia seguinte. Poderia ir a uma livraria e comprar alguns livros.
Retornou à cama com aquelas idéias, e antes que percebesse, o dia amanheceu.
Eles passaram a manhã em um haras de cavalos quarto de milha, e finalmente compraram o que Vanessa escolheu. À tarde, ela retornou ao hotel para entrevistar as candidatas à babá, enquanto Zac voltou ao haras.
Cinco dias mais tarde, retornaram ao rancho com dois novos cavalos no reboque, e a sra. Julia Roberts, a nova babá.
Maria ainda estava trabalhando no rancho. Prometera ficar mais uma semana. Quando chegaram ao rancho, ela os esperava, e Aurora atirou-se contente em seus braços.
— Venha, Nessa, escolha o quarto que quiser — Zac disse. Ele passou o braço em volta de Vanessa, afetuoso. — Traremos o que precisar de sua antiga casa. E, se sua avó quiser, poderá vir morar conosco. Há espaço de sobra.
— Obrigada, Zac. Ela prefere ficar na casinha dela. É muito independente. Agora está passando uns dias com Ashley. Quando voltar, terá a companhia de Lúcia.
Entraram em um amplo corredor ladeado de portas.
— Ainda não conhece esta parte da casa. Aquele é o quarto de Aurora, o meu é o do lado. Agora veremos os outros quartos.
Vanessa desfrutava da proximidade dos dois. O braço dele a envolvê-la. Talvez ele não fizesse aquelas coisas de maneira consciente. Era muito carinhoso com a filha, e ela supôs que era um homem afetuoso.
— Se não tiver nenhuma preferência, talvez o melhor seja ficar no quarto próximo ao de Aurora. Assim, ela ficara entre nós.
— Está resolvido.
— Vamos olhar primeiro.
A casa tinha mais de cem anos, e o assoalho de madeira rangia quando passavam. Era bastante parecida com a de Vanessa, fazendo-a sentir-se à vontade, e ansiosa para acomodar-se. Os cômodos possuíam um pé direito altíssimo e eram espaçosos, os móveis de mogno, os tapetes trançados.
Zac fez questão de mostrar cada quarto à Vanessa. Enfim, chegaram ao quarto vizinho ao de Aurora, e Vanessa examinou tudo. Era espaçoso, com uma enorme cama de latão, mesas com tampos de mármore, uma cadeira de balanço e tapetes navajo no chão.
— Este quarto é perfeito.
— Está bem. Agora deixe-me mostrar o meu quarto e o de Aurora. — Ele puxou-a pelo braço. Entraram no quarto rosa e branco de Aurora, com bichos de pelúcia, uma cadeira de balanço e o berço. Vanessa examinou tudo e aprovou com um movimento de cabeça. Zac manteve o braço sobre seu ombro ao conduzi-la até o seu quarto.
O cômodo tinha uma imensa cama de casal, estantes e uma escrivaninha. Uma das paredes era recoberta de espelhos, outra tinha portas balcão de vidro que se abriam em um enorme deque. Em toda parte, retratos da primeira esposa, e, ao aproximar-se de uma foto, Vanessa viu uma linda mulher de cabelos loiros ao lado de um Zac sorridente.
— Sinto muito que a tenha perdido — ela disse com ternura, e colocou o retrato de volta sobre o móvel.
Ele anuiu, e veio juntar-se a ela.
— Sinto-me sozinho — ele disse —, mas a dor está mais suportável agora. — Tentando sorrir e parecer confiante, ele continuou: — Agora conhece a casa toda. Amanhã vou levá-la para conhecer o rancho, então poderemos tomar algumas decisões sobre como administrar as duas propriedades. Não quero que tenha de pegar a estrada todos os dias. Podemos derrubar a cerca entre nossas terras.
— Parece o ideal — ela disse, interessada em olhar os detalhes do quarto. Vanessa estava fria e distante, e aquilo incomodava Zac. Ele lembrou-se dos beijos da noite de núpcias em Fort Worth. Quanto mais indiferente ela era, mais ele queria atravessar-lhe as barreiras. E noite e dia, ele encontrava-se especulando como seria se ela baixasse a guarda.
Não entendia o que se passava com ele. Vanessa era a mulher de seus sonhos, boa negociante, inteligente, calma e uma excelente fazendeira. Por que não conseguia parar de pensar nela? E por que sentia aquela atração física tão intensa? Ela nada fazia para provocá-lo. Percebeu que ela lhe dizia algo, e ele não ouvira palavra alguma.
— Estava distante, Nessa. O que disse?
— A nova babá irá dormir na casa de Maria, e você, Aurora e eu seremos as únicas pessoas durante a noite.
— Se Aurora não dormir, cuidarei dela.
Ela concordou.
— Quero descarregar os cavalos. Se me der licença.
— Eu vou com você.
Passaram a ter uma rotina, e assim que Julia mudou-se para a casa de Maria e se encarregou de Aurora, Vanessa começou a cavalgar com Zac durante o dia. À medida que trabalhavam juntos, Zac notava como ela entendia de vacas e cavalos.
— Nossa, ela sabe lidar com um cavalo tão bem quanto um homem! — Dave Franco disse. O administrador de Zac admirava Vanessa, que guiava um bezerro desobediente de volta ao rebanho.
— Ela fez isso a vida toda — Zac disse, admirando-lhe as formas perfeitas sobre o cavalo, o jeans como uma segunda pele. Já não conseguia mais dormir sem pensar nela, os nervos à flor da pele. Vivia inventando desculpas para passar o dia a seu lado, e as noites conversando. Sabia que precisava se controlar, mas a atração era mais forte. Vanessa era tudo que sempre desejara em uma mulher, e muito mais. Administrava a casa sem problemas, encarregava-se da nova cozinheira, Ana, de Julia, a babá, e ainda passava as noites com Aurora.
No começo de maio, pela manhã, enquanto separava as vacas dos bezerros, Vanessa alcançou Zac em seu cavalo.
— Prometi ao meu administrador, Scott, que vou até o rancho ao meio-dia encontrá-lo. Só vou poder ajudar você na parte da manhã — ela disse.
— Pode ir agora, se quiser.
— Não, prefiro ajudar você por algumas horas.
Zac contemplou-a. Vanessa estava sem maquiagem, os olhos brilhantes e castanhos, e chapéu de caubói. A longa trança pendia nas costas.
— Está fazendo um trabalho excelente. Este rancho nunca foi tão organizado.
— Obrigada. Gosto de cavalgar com você. Sinto saudade de meu pai. Os homens com quem trabalho são sempre tão cheios de mesuras.
— E, eu não sou educado com você?
Ela piscou, e riu.
— Estou brincando. Não se preocupe. — Ele logo tentou se desculpar.
— Eu já disse. Não sei lidar com homens em um nível social.
— Por que não? — ele perguntou, desafiador. — Alguém a magoou?
Ela mordeu o lábio.
— Ninguém em particular. Como eu disse, não namorei muito. Sempre fui mais alta que a maioria dos homens. Quando estava na adolescência, isso não era um atrativo. Alguns rapazes faziam troça, e acabei desistindo de ter uma vida social. Quando ingressei na faculdade, acho que meu pai decidiu que eu não teria namorados nem me casaria. Ele queria me manter no rancho com ele.
— Ele foi precipitado.
— Na faculdade, eu não queria dormir com qualquer um. Isto só piorou minhas chances de namorar, e parei de sair — ela disse.
— Aposto que afastou muitos homens bem-intencionados,
— Talvez, mas não valeria a pena, depois de todas as coisas que já tive de ouvir... no ginásio.
— Que lástima — ele disse, acompanhando-a com o olhar. Zac suspeitava que o pai também fora responsável. Zeloso demais.
— Diria que você se saiu muito bem.
Ela devolveu-lhe um sorriso.
— As coisas melhoraram depois. Mas, passei por momentos críticos.
— Bem, eu sou o sortudo, graças à cegueira dos outros. Senão, estaria casada há muito tempo. Com outro.
Ela olhou para Zac de relance, os olhos castanhos cheios de malícia.
— Zac, eu sei que você me vê apenas como uma sócia nos negócios. Antes do casamento, você nem me enxergava. Eu era apenas mais um caubói. — Antes de ele poder responder, ela estava adiante.
Havia uma energia esfuziante por baixo daquela frieza aparente. Ocasionalmente, ele a sentia. E, toda vez que ela o desafiava, tinha vontade de provar que estava enganada. Ele não a via como um caubói. Se soubesse como era presença constante em seus pensamentos, ficaria chocada.
Estavam levando um grupo de vacas e bezerros para outro pasto, quando duas reses se desviaram pelo mato. Vanessa os seguiu, e virou o cavalo subitamente, bloqueando uma delas. O galho de uma árvore raspou seu rosto. Zac instigou o cavalo adiante mas foi impedido por Dave.
— Ela sabe o que faz. Viria em meu socorro por causa de um arranhão? Não a constranja.
— Ela é minha esposa. É um bom motivo razão para ter tratamento especial.
Zac ergueu as rédeas e respirou fundo. Vanessa já estava levando os animais de volta ao rebanho. Cavalgando a seu lado, ele puxou um lenço do bolso e o entregou a Vanessa, que não entendeu.
— Você cortou o rosto.
Ela tocou a face, e, aceitou o lenço.
— Obrigada. Nem tinha percebido.
Ele a contemplou, e sentiu uma combinação de emoções. Vanessa fazia o trabalho melhor do que muitos de seus homens, contudo aquele arranhão em seu rosto fora terrível. Sua pele macia merecia carícias. Não devia estar no meio mato fazendo trabalho de homem.
Mas, Zac sabia que era melhor ficar quieto. Apertou os lábios e a seguiu.
Uma hora mais tarde, Vanessa virou o cavalo e seguiu para casa. Zac não podia deixar de pensar nos momentos com ela, e admitiu que esperava com ansiedade pela noite quando, então, estariam juntos novamente.
Vanessa escovou, alimentou e deu água ao seu cavalo assim que terminou o trabalho. O sol do meio-dia estava escaldante. Quando se aproximou da casa, ouviu gritos. Franziu a testa, apressou o passo e entrou, assustada. Os gritos de Aurora superavam os de Julia Roberts.
— Cale-se! Pare de chorar!
Horrorizada, Vanessa correu até a saleta íntima e irrompeu através da porta. Aurora estava sentada no meio do cômodo chorando, enquanto Julia encontrava-se estirada em uma poltrona de couro com os pés esticados à frente sobre uma banquetinha, acenando o dedo para Aurora.
— Aurora — Vanessa correu e a apanhou do chão..
— Sra. Efron! — Julia levantou-se bruscamente.
— Pensei que houvesse deixado bem claro minha posição sobre castigar ou gritar com Aurora.
— Senhora, ela está muito manhosa.
— Eu também — Vanessa disse, e abraçou Aurora, que soluçava. O bebê estava quente e úmido de tanto chorar.
— Você bateu nela?
— Claro que não!
Embora ela merecesse.
— Não concordo.
— Pode me entregá-la. Foi apenas uma malcriação...
— A senhora está demitida — Vanessa disse. — Não sei onde conseguiu as excelentes referências, mas não vou permitir que grite com minha filha. Esta doce criança não é malcriada. Vou pagar duas semanas a mais, mas a Sra. pode arrumar as malas já. Acabou.
— Você não pode me despedir porque a criança chorou! Existe...
— Adeus, Julia.
Julia abriu a boca, olhou para Vanessa e mudou de ideia, saindo em seguida.
— Shh, eu estou aqui, querida — Vanessa sussurrou, balançando Aurora. Desligou a televisão e levou-a para o quarto.
Sentou-se na cadeira de balanço com a criança no colo e a acalmou. Depois foi telefonar para o administrador de seu rancho.
Mais tarde, banhou a pequena e a vestiu. Levou-a até a cozinha, deu-lhe o almoço e a levou consigo no carro para o Rocking R. Duas horas depois, as duas retornavam ao Triple B. Aurora dormiu, e Vanessa resolveu apanhar os brinquedos na saleta.
Logo depois, Ana chegou para preparar o jantar. Ela era esposa de um dos empregados do rancho, Charley Adair. Eles tinham uma pequena casa nas terras de Zac. Cuidava da cozinha e da faxina na parte da tarde. Não trabalhava nos fins de semana.
Vanessa subiu para tomar banho antes do jantar. Ela vestiu um short e camisa, antes de trançar os cabelos. Enquanto esperava a chegada de Zac, a avó ligou. Zac chegou logo depois, mas Vanessa só conseguiu falar com ele dez minutos mais tarde. Foi até seu quarto, a porta estava aberta.
— Zac?
Ele surgiu do banheiro, uma toalha amarrada na cintura. Surpresa, Vanessa o olhou de cima a baixo. A pele morena, em contraste com a toalha branca.
— Desculpe eu ter entrado.
— Venha, estou coberto — ele disse, e ela percebeu o tom divertido de sua voz. Vanessa suspirou. Os olhos azuis de Zac a examinaram, e ele atravessou o cômodo para fechar a porta.
— Está bonita.
— Obrigada — ela disse, distraída. Vanessa percebeu que ele a notava cada dia mais. Zac estava praticamente nu, os cabelos úmidos e lisos escorridos. Másculo e lindo. Procurou controlar a vontade de ficar admirando-o.
— Como está o machucado? — ele perguntou, e tomou-lhe o queixo na mão para examinar.
— Vai sumir daqui a uns dias — ela respondeu, ciente do toque e do carinho dele.
— Como estão as coisas no seu rancho?— ele disse, aproximando-se.
Vanessa não conseguia se concentrar com ele tão perto. Lembrou-se do beijo no hotel de Fort Worth.
— Nessa?
Ela pensou ter ouvido seu nome e olhou para cima. A tensão entre eles aumentou. Os sentidos à flor da pele.
Zac a encarou, querendo se perder naqueles imensos olhos achocolatados. Viviam há quatro semanas sob o mesmo teto, acordando no meio da noite quando Aurora chorava, cavalgando juntos, passando momentos íntimos como aquele. Zac baixou os olhos e contemplou-lhe os lábios semicerrados. Lembrou-se da doçura e maciez do beijo.
Aqueles olhos castanhos eram um convite irrecusável. De repente, passou a mão em volta da cintura de Vanessa e a puxou contra si. Ela exalava um perfume de rosas, e era tão macia que ele estremeceu.
Inclinou a cabeça e cobriu-lhe a boca com seus lábios. As línguas se encontraram, e ele pode saborear toda doçura que anelara. Desejava aquela mulher com uma urgência que o abalava. Ela repousou as mãos nos ombros dele, e Zac pode sentir a delícia de ser envolvido naquele abraço. Como era bom senti-la tão próxima!
Vanessa abandonou-se em seus braços, retribuindo o beijo, sem saber se conseguiria recuperar o fôlego. Mas, a sensação de estar ali, envolvida pela paixão daquele homem, tirava-lhe a capacidade de pensar direito. Lentamente, ela deslizou os dedos através das costas de Zac, descendo até a toalha que estava presa por um nó. Ao sentir a masculinidade dele contra ela, teve certeza do que já suspeitara.
Gostaria de unir-se a ele. O perfume do corpo dele era mais inebriante que um vinho forte.
Tomado pelo desejo, Zac levantou a camisa de Vanessa e agarrou-lhe o seio. Ele afastou a renda do sutiã, o polegar atiçando o mamilo enquanto a beijava com fervor.
Ela gemeu, o som abafado pelo beijo. Ele a soltou, e Vanessa recobrou o fôlego, surpresa por não estar mais envolvida por seus braços. Então sentiu os dedos trêmulos de Zac desabotoando-lhe a camisa. O olhar sombrio dele alardeando o desejo. Ele lhe despiu a camisa, e Vanessa sentiu um calor nas faces. O corpo todo latejando em uma urgência que jamais experimentara.
— Você é linda — ele disse, enquanto os seios de Vanessa ondulavam sob suas mãos morenas. O prazer a invadiu, e ela queria mais.
O desejo faminto nos olhos azuis de Zac a fez estremecer.


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Hi girls...
Desculpem por nao ter outro cap na terça...
Pra recompensa-las aqui vai um mega capítulo...
Tentarei postar nesse feriadão prolongado mega capítulos ok!?
Comentem ai....
Obrigada pelos comentários!! 
Beijooos

4 comentários:

  1. Ai meu Deus como vc para bem agr ,aiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii que agonia que eu to agr kk que maldade ,posta logo pelo amooor

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  2. A cada dia mais perfeita ❤❤❤❤ amo sua fic ! Beijos e posta maisss

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  3. Q perfeita a cena amooo a fic ai ve se posta logo please bjs ❤❤❤❤

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  4. OMG que perfeição de capítulo ♡♡♡♡
    Amei amr
    Nem acredito que enfim eles vão ficar juntos
    Achei tão fofo a Nessa chamando a Aurora de filha *-*
    Continua logo
    Xx

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