sábado, dezembro 12, 2015

CAPÍTULO XXI

Sem controle sobre o próprio corpo, ela arqueou os quadris. Não tinha experiência alguma de como fazer amor, e gostaria de aprender tudo. Queria saber como seria com Zac. Tocá-lo, senti-lo, e guardar o momento na memória.
Abriu a camisa de Zac e afagou-lhe o peito magnífico.
Ele a acariciava, os dedos por baixo do fino tecido da calcinha. Vanessa deixou escapar um gemido agudo, contorcendo-se contra a pressão que a consumia. Então, soube que passara dos limites da paixão. Entregava uma parte do coração com cada beijo.
— Zac! — Ela desvencilhou-se dele e abaixou o vestido. De pé, afastou-se, tentando recuperar o fôlego. Queria muito que ele fosse até o fim, mas não estava disposta a sofrer depois. Ele lhe partiria o coração.
— Não posso assumir um relacionamento inconsequente.
— É tarde. Estamos casados.
— Mas nosso casamento não é de verdade, e também não vai durar.
Zac a encarou, enquanto ela esperava ouvir dele uma declaração de amor.
— Eu a quero muito — ele disse, resoluto.
— Não é o bastante. Há muita coisa envolvida. Se eu assumir um compromisso, terá de ser para sempre.
Em luta com a vontade de abraçá-la e seduzi-la, para destruir todos argumentos possíveis, Zac a estudou. Vanessa não queria viver para sempre no rancho.
Como Reese. Estava estudando para entrar na faculdade, preparando-se para deixá-lo.
Atormentado, ele levantou-se e saiu na varanda. Observou os relâmpagos distantes e as nuvens carregadas no horizonte. Sentiu no rosto a brisa quente, o cheiro da chuva iminente.
— Zac?
Vanessa juntou-se a ele.
— Respeitarei sua vontade, Nessa, mas, às vezes, sei que vou perder o controle.
Ela não encontrou uma resposta. Concentrou-se nos relâmpagos.
A brisa transformou-se em vento. A tempestade estava próxima, porém nem tanto quanto o torvelinho em seu interior.
Desfrutava da companhia dele, e já bastava. Se ao menos ele pudesse deixar as lembranças do passado para trás. Se pudesse amá-la... Não devia alimentar falsas expectativas.
— Vamos entrar, quero que leia a carta de minha mãe — ele disse.
Voltaram à casa. Zac lhe entregou a carta e estirou-se no sofá. Vanessa levantou a cabeça, os olhos apertados.
— Não podemos fazer isso! — Ela acenou a carta na direção dele.
— O quê? — ele perguntou, embora já pudesse imaginar.
— ...Reformamos os quartos de hóspedes. — Vanessa leu em seguida um outro trecho da carta para ele —...o grande fica para você e Vanessa. O menor recebeu um berço para Aurora. — Vanessa abaixou a carta. — Não podemos dividir o mesmo quarto.
Ele ergueu as mãos.
— Sinto muito, mas precisamos ou teremos muito que explicar. Minha mãe ficaria tão magoada quanto sua avó, se soubesse a verdade sobre nosso casamento.
— Não podemos dormir na mesma cama.
Ele levantou-se, atravessou a sala, e tirou-lhe a carta das mãos.
Abraçou Vanessa pelas costas, mas ela o repeliu. Virou-se e o fulminou com o olhar.
— Nem tente me dobrar, Zachary Efron! Nem seus beijos vão me convencer a dormir na mesma cama que você!
— É mesmo? E, se eu prometer ficar do meu lado sem invadir o seu espaço, que mal haveria?
— Não — ela gritou. — Sabe bem como sou suscetível a você...
— Não, eu não sabia — ele disse. — Sempre está me dizendo não.
— Devia ser mais ligeira! Olhe para mim! — Ela acenou para o vestido amarrotado.
— Estou vendo, e adorando — ele disse. Gostaria de despi-la, e deslizar as mãos por sua pele macia.
Qual seria a extensão do querer de Vanessa para ele? Será que conseguiria fazê-la mudar de ideia e desistir de cursar a faculdade e de deixar o rancho? A ideia o deixou intrigado. E se ela ficasse com ele e Aurora? Só havia um jeito de descobrir as respostas.
— Nessa, gostaria de tornar nosso casamento de verdade e esquecer a faculdade? — ele perguntou, e prendeu a respiração.
Vanessa apertou os olhos, e respirou fundo. Zac pode ouvir o tique-taque do relógio carrilhão de seu avô.
— Você me ama? — ela perguntou.
Surpreso, Zac foi sincero.
— Eu gosto muito de você.
— Não foi o que perguntei. E não minta para mim.
— Não vou mentir. — Ele pensou na dimensão de seus sentimentos por Vanessa.
Sabia que a cada instante, estavam mais próximos, e que poderia pôr tudo a perder.
Contudo, ainda não sabia o que responder.
— Nessa, há menos de um ano perdi Reese. Estou passando por uma fase de transformação. Você está se tornando muito importante para mim.
Vanessa teve sua resposta, e afastou-se dele.
— Voltemos ao problema do quarto.
— Nessa, talvez se tentássemos fazer deste um casamento de verdade, nós dois nos apaixonássemos.
Ela mordeu o lábio e sacudiu a cabeça.
— Ou apenas um de nós pode se apaixonar, e o outro será muito magoado.
— Desde quando parou de se arriscar? — ele perguntou, tranquilo. Buscava em seu interior entender o que sentia além da urgência de tê-la. Estaria ele se apaixonando por Vanessa? A ideia o chocou. Um mês antes, teria sido impossível dizer-se envolvido com outra mulher.
— Zac, preciso refletir mais a respeito. E, você também.
Ele concordou com um gesto de cabeça. O pensamento em um hipotético casamento de verdade. Ela teria que decidir. Ele não obrigaria outra mulher a ficar no rancho. Lembrou-se de Reese. Da dor e sofrimento resultante da perda. Vanessa estava certa. Não deviam se precipitar.
Olhou para Vanessa, passado e futuro combinados em sua mente.
— Precisamos resolver primeiro o problema da visita à minha mãe. Dormir na mesma cama não será um problema. Certamente, ela comprou uma cama de casal enorme e haverá um oceano entre nós.
— Ainda não sei como me portar em um evento social, não tenho roupas apropriadas, e não vou dividir a cama com você.
— Claro que sabe se portar em uma festa, e compraremos vestidos novos antes da viagem. Nessa, a avó de Aurora quer ver a neta. Dormirei no chão, se precisar.
Entreolharam-se. Havia tensão no ar, mas Zac estava mais preocupado com a conversa anterior. Que teria Vanessa feito se ele tivesse dito que a amava? Qual era a extensão de seus sentimentos?
Ela jogou as mãos para o alto e dirigiu-se à porta.
— Está bem. Iremos. Vou escrever à sua mãe agradecendo o convite. Boa noite, Zac. — Ela desapareceu através da porta. Vanessa parecia estar aborrecida com a viagem, mas será que havia uma chance de estar se apaixonando por ele? Esfregou a nuca, apagou as luzes e saiu na varanda.
O resto da semana, Vanessa dividiu-se entre os cuidados com Aurora e a conversa com Zac. Perdera noites de sono remoendo as palavras dele.
"Talvez se tentássemos fazer deste um casamento de verdade, nós dois nos apaixonássemos." O coração palpitava toda vez que pensava naquela sugestão de Zac. Queria atirar longe os livros de direito e dizer-lhe quanto desejava um casamento de verdade. Contudo, ainda era cedo demais.
Apenas alguns meses atrás, ele lhe contara das investidas das babás, e de como jamais seria capaz de amar. Ele devia estar confundindo atração física com amor.
"Você está se tornando muito importante para mim".
Quão importante? Não achava que Zac estivesse pronto para assumir outro compromisso. Muitas vezes o encontrara com lágrimas nos olhos pelos cantos da casa.
Ele ainda sofria com a perda de Reese.
E ela não queria sofrer. Podiam estar vivendo juntos, e então descobrir que a atração entre eles era meramente física.
Deitou-se na cama, e desfrutou do luar. Era melhor concentrar-se nos estudos antes que Zac lhe partisse o coração.
Naquela segunda-feira, Vanessa dirigiu até Austin e prestou o exame. À noite, no jantar, Zac, com uma postura solene, perguntou-lhe do teste, e depois não comentaram mais o assunto, apesar de terem ficado conversando o resto da noite.
Na sexta-feira à tarde, duas semanas mais depois, Vanessa ouviu o barulho de um caminhão à porta de casa. Olhou pela janela e viu o carteiro, Virgil Grant, no volante. Ele estacionou, e desceu para com uma porção de caixas.
— Oi, Virgil — ela disse, abrindo a porta com Aurora nos braços.
— Oi, Nessa. Olá, pequenina — ele disse, e sorriu para Aurora. — Estas caixas chegaram de Dallas. São para você, Vanessa. E tem mais no caminhão.
— Que é tudo isso? — ela perguntou, vendo seu nome no recibo.
— Coisas para você. A chuva foi boa, né?
— Sim — ela respondeu, admirada com o grande número de caixas.
— Hoje está abafado como na selva, mas não me importo. Prefiro a chuva. Este é o verão mais seco de todos os tempos — Virgil disse. — Assine aqui. Como Aurora cresceu!
— Ela muda a cada semana — Vanessa disse, e devolveu-lhe o canhoto do recibo.
— Obrigado. Cumprimente Zac por mim.
Vanessa fechou a porta e colocou Elizabeth no chão.
— Que será tudo isso? — ela indagou-se, olhando as caixas e lendo o nome das lojas. Abriu a primeira, e tirou um vestido preto.
— Meu Deus! Aurora, seu pai não sabe fazer nada de modo simples.
Abriu mais duas das caixas, e então as fechou cuidadosamente. Deixou todas empilhadas onde estavam e levou a pequena para tirar um cochilo em seu quarto.
Mais tarde, Vanessa viu Zac cruzar o pátio vindo do celeiro. Mesmo de jeans surrado e camiseta, ele era lindo. Um homem confiante e cheio de vitalidade. Sabia que seus comentários sobre a extravagância dos vestidos seriam inúteis. Contudo, esperou por ele na porta da cozinha.
— Oi, Nessa. Como foi seu dia? — ele perguntou, e pendurou o chapéu. — Está quente aqui fora. Mais do que antes da chuva.
— Zac, entregaram os vestidos.
Ele foi até a geladeira e apanhou uma cerveja.
— Oh, sim. Devolva o que não gostou. Pode ficar com todos.
— Zac, são doze.
Ele virou-se para encará-la.
— Parece aborrecida. Podemos comprar mais.
Ela jogou as mãos para cima.
— Eu não preciso de doze vestidos! Basta um.
— Ok, depois que Aurora for dormir, prove-os, e eu escolherei um ou dois.
— Eu farei a escolha.
— Não. Eu sei como são as festas de minha mãe. Eu a ajudarei a escolher alguns.
Constrangida, Vanessa começou a cortar alface para a salada. Perdera outra discussão para ele. Mas, Zac parecia ter razão. Só não estava confortável com a ideia de ter de desfilar para ele.
— Está com raiva do alface? — ele perguntou por trás do ombro de Vanessa. O hálito dele era de cerveja, e ele cheirava à poeira e suor, ainda assim, deixava-a a arrepiada. Podia sentir o calor intenso que experimentava toda vez que ficavam tão próximos.
— É que parece-me um exagero...
— Podemos devolver alguns — ele disse. — Vou tomar uma chuveirada. Quer esfregar minhas costas?
Atônita, ela olhou para cima.
Ele sorriu e piscou.
— Ficou surpresa? — Ele virou-se e deixou a cozinha.
Vanessa ficou com a imagem dele nu, no chuveiro.
Voltou a atenção à salada. Zac estava mesmo diferente. Mais descontraído, brincalhão. Não demonstrava mais a amargura e tristeza de antes. E tornara-se ainda mais irresistível.
Ainda assim, fora incapaz de responder se a amava. "Gosto muito." Certamente, a resposta era negativa.
No pouco de tempo de casados, o relacionamento dos dois evoluíra bastante. Será que continuaria assim? E, Zac amaria novamente?
Quantas vezes faria aquela mesma pergunta, ela pensou. Mais, tarde, olhou para o pátio e concluiu que sim, Zac amaria.
Era atraente, jovem e viril demais para ficar sozinho. Podia imaginá-lo com uma mulher sofisticada e atraente. Como a primeira esposa.
Vanessa enxugou as mãos e verificou a galinha assada, afastando o pensamento de seus sentimentos.
Depois que Aurora adormeceu, Vanessa foi para o quarto e abriu uma das caixas. Retirou um vestido de crepe preto. Contrafeita, foi à saleta desfilá-lo para Zac.
Descalça e com os cabelos presos em uma trança.
— Zac, por que não me diz logo o tipo de vestido que devo usar? Este aqui é muito curto.
A expressão dele foi solene.
— Faça minha vontade. Só desta vez. Quando estiver em Chicago, vai me agradecer por ter mais de um vestido.
Vanessa suspirou e fechou os olhos.
— Vou envergonhá-lo.
— Nunca — ele disse. Zac aproximou-se e deslizou os dedos pelo contorno dos quadris de Vanessa. — Está deslumbrante. E o vestido não é curto. Fique com ele. Agora, mostre-me outro. Estarei no meu quarto. Assim não terá de andar tanto.
— Por que não entrou na minha vida antes? — ela perguntou e correu para o quarto antes que ele pudesse responder. "Deslumbrante!" Ele a achava bonita. Fechou a porta do quarto e olhou-se no espelho. Se Zac havia gostado, ficaria com o vestido.
Abriu mais uma caixa e tirou um modelo em crepe vermelho com debrum em veludo preto. Vestiu-o e foi até o quarto de Zac. A porta estava aberta, a luz acesa. Ele encontrava-se diante da escrivaninha, ocupado com a contabilidade do rancho.
— Que acha desse?
Ele abaixou a caneta e virou-se, estudando-a dos pés a cabeça.
— Perfeito — ele disse. — Fique com este também.
— Zac, não encontrei as etiquetas com os preços.
— Pedi que tirassem. Não se preocupe, podemos pagá-los. Fique com todos.
— Talvez, você possa pagá-los, mas eu não!
— Certamente que não vai pagá-los. É um presente.
— Não devia...
Ele levantou-se. Atravessou o cômodo e colocou as mãos nos ombros de Vanessa.
— É uma mulher maravilhosa. Cavalgamos o dia todo juntos, cuidamos dos negócios e nunca discutimos. Mas no âmbito pessoal, é sempre guerra.
— E você, o vitorioso.
— Você gasta pouco, e antes de ficar com Aurora, cuidava junto comigo do rebanho. Se preferir, considere os vestidos como um justo pagamento pelos seus serviços.
— Talvez você devesse estudar direito no meu lugar. — Ela encolheu os ombros e foi provar outro vestido.
De caixa em caixa, Vanessa foi descobrindo sua feminilidade. Desfilou mais dois modelos em preto, azul marinho, amarelo e até um conjunto de saia e blusa em linho bege. Mas, ao abrir a última caixa, havia uma surpresa.
— Zachary Efron, desta vez você extrapolou! — ela gritou, olhando para a minissaia e colete de couro vermelho. Olhou para os outros vestidos, espalhados sobre a cama e pensou em Zac.
"Talvez se tentássemos fazer deste um casamento de verdade, nós dois nos apaixonássemos". "Você está se tornando muito importante para mim". "Desde quando parou de se arriscar?"
As palavras a atormentaram. Como se ele não parasse de sussurrá-las em seu ouvido. No amor, Vanessa era mesmo inexperiente e vulnerável. Mas, e se Zac tivesse razão? Deveria correr o risco? Quantas vezes na vida já se arriscara? Perdera a conta. Todavia, no amor, jamais fora arrojada.
Com vinte e seis anos, nunca havia se entregado ao amor, nem a homem algum. E seu marido estava bem ali, no final do corredor. Mudara de atitude e dizia gostar muito dela. Que tinha a perder?
Vanessa olhou para a minissaia de couro e encheu-se de coragem.
Podia sentir o coração palpitando no peito. Aquele traje não seria de sua escolha, mas Zac o escolhera para ela. Podia pelo menos prová-lo.
Impulsivamente, Vanessa pegou as duas peças e ficou diante do espelho.
Colocou a saia na frente e ergueu o queixo. Decidida, atirou as peças na cama e começou a desfazer a trança.
— Está bem, Zac, você quis assim.
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Oiiiiiiiiiiiiii meninas...como vocês pediram, resolvi postar mais um hj
Aqui está mais um capítulo :D
E agora? O que será que a Vanessa fará?? Curiosas??
Comentem ai o que acharam....
Quero aproveitar para convidar vocês para a acompanharem a maratona
especial do aniversário da nossa diva amanhã (13) terá a segunda parte lá no face e no twitter.
Aah e segunda tem um super especial pra ela lá tbm... Espero vcs lá ok!?
Beijos e até qlqr momento!!

4 comentários:

  1. Meu Deus agora eu morro
    Você PRECISA postar mais hoje
    Tá mega perfeito *-*
    Continua hj
    Xx

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  2. aiiiiiii gzuis n me deixa curiosa n ,posta mais logooooo,bjs bjs

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  3. Meu deus pq e q vc parou please volta continua mega curiosa pra saber o q vai acontecer
    Xoxo

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  4. Meu deus pq e q vc parou please volta continua mega curiosa pra saber o q vai acontecer
    Xoxo

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