terça-feira, dezembro 22, 2015

CAPÍTULO XXIII

— Eu a amo, Nessa — ele sussurrou.
Zac admirou sua mulher. Os cílios longos contra a pele alva, os cabelos negros, esparramados nos ombros.
Não resistiu e puxou o lençol. Maravilhou-se com os seios nus.
Vanessa era cheia de contradições. Era baixa, forte e cheia de energia. Ao mesmo tempo, macia e delicada, e tão apaixonada nos momentos do amor. Reclamava de não se achar bonita ou sexy, mas quando a vira com aquela minissaia, estava sedutora e segura.
Ficou excitado com a lembrança, desejando-a. Pôs de lado os pensamentos e afastou o lençol. Acariciou-lhe os seios, esperando que reagisse.
Mordiscou-lhe o mamilo e ouviu-a gemer.
Zac passou a beijá-la com ardor. Vanessa estava lânguida e quente, e logo estaria tão excitada quanto ele. Ela moveu-se com sensualidade e trancou os dedos por entre os cabelos loirora, puxando-o. Os olhos achocolatados tempestuosos de desejo.
Com os braços em volta dele, Vanessa o beijou. Ele não conseguiria esperar nem minuto sequer. A vontade de tê-la era urgente. Vanessa envolveu-o com as pernas e moveu-se ritmicamente. E, mais uma vez, perderam-se com paixão.
— Que acha do meu cabelo? — Vanessa perguntou.
Zac terminou de amarrar a tira de couro e a olhou. Ela havia mudado. Com o novo corte de cabelo e um vestido preto justo tinha uma aparência sofisticada. Ressaltada pela estatura. Zac sentiu um aperto no peito ao lembrar-se dela pela manhã, nua em seus braços.
— Está deslumbrante — ele disse. Mentalmente, ele a despiu, e sorveu da visão. Era tão sexy, que preferia ausentar-se da festa e passar o resto da noite com ela no quarto. Ele olhou de relance no relógio de pulso. — E, se soubesse que não seríamos incomodados, eu a tomaria nos braços para uma sessão rápida de amor. — Ele vestiu o paletó azul-marinho e ajustou a gravata.
— Não pode fazer isso — ela disse, e deu a volta por trás dele para se olhar no espelho.
— Oh! Zac, não posso!
— Não seja tola. É apenas um jantar. Está linda — ele disse, admirando-lhe as pernas.
— Não vou saber o que dizer, e sinto que vão me achar caipira.
— Minha mãe é do condado de Glayton. Eu também. A maioria das pessoas que vem hoje aqui tem alguma relação com o campo. — Zac refletiu que os temores de Vanessa eram infundados, mas para ela pareciam reais.
Ele abriu o paletó e colocou as mãos nos quadris.
— Às vezes, quase tenho vontade de levá-la à cidade com sua minissaia, só para ver os homens, que a esnobaram no passado, virem atrás como cachorrinhos. Mas, eu disse quase. Não pretendo perdê-la.
— Tolice — ela disse. — Estou preocupada com esta noite. Tenho um metro e sessenta de altura, o vestido é curto, e minhas pernas parecem intermináveis.
— Nessa, suas pernas são fabulosas, e se olharem para você, é porque está maravilhosa. Esta não é uma festa de adolescentes. São todos adultos. Vamos dar um beijo de boa-noite em Aurora, e então nos juntaremos aos convidados. Pare de se preocupar.
— É tão fácil para você. Está acostumado a situações como esta desde que era bebê.
— Está fazendo uma tempestade em copo de água. Não tem mais treze anos. É uma mulher adulta, casada, inteligente, e vai ser a mais linda e sexy da festa.
— Oh, se...
— Você verá — ele disse, e a puxou pela mão. Vanessa estava com as mãos geladas, e ele pôde senti-la trêmula.
— Baby V, relaxe.
— Se lhe serve de consolo, não pretendo sair do seu lado. — Ela o encarou como uma criança assustada.
— Vamos. Não será tão ruim. São apenas amigos de minha mãe e Tom.
Antes de desceram ao andar térreo, foram até o quarto de Aurora. À medida que se aproximavam da sala, as vozes e a música tornavam-se mais audíveis.
A mãe convidara aproximadamente cinquenta pessoas. Era uma recepção para apresentar ele e Vanessa aos amigos de Chicago.
Olhou para Vanessa e sentiu orgulho. De queixo empinado e olhar determinado, estava pronta para enfrentar o desconhecido.
— Aí estão — Starla disse, correndo a cumprimentá-los.
Trajava um vestido azul-marinho, debruado de branco, e seus olhos brilhavam.
Zac sabia que a mãe adorava festas
— Deixe-me apresentá-los a todos. Robert e Michelle acabaram de chegar e nem conhecem Zac.
Vanessa sentiu o coração batendo forte contra o peito. Moviam-se de um grupo a outro, ela entre Zac e Starla, sorrindo e tentando guardar o nome de todos.
Sentia-se fora do seu meio, como nas festas do ginásio. Mas, como Zac estava com o braço em volta de sua cintura o tempo todo, acabou relaxando.
As pessoas eram amigáveis e simpáticas, e finalmente ficou conversando com um grupo descontraidamente.
Um garçom passou com uma bandeja de bebidas, e Vanessa se serviu de uma taça de vinho branco.
A conversa passou do futebol ao tempo.
— Ouvi que estão tendo uma estação bem seca — um homem alto de cabelos castanhos disse a Zac.
— Este ano vai ser um recorde. As chuvas estão bem abaixo da média.
— Sua mãe disse que é fazendeiro — Tim Colby disse. Vanessa já fora apresentada a ele, e sabia que era um antigo vizinho de Tom. — Acabei de comprar cavalos para minha família. Mas, não entendo muito do assunto. Queremos apenas cavalgar com as crianças. Eles são gentis, mas um deles não quer deixar a estrebaria. Já ouviu algo semelhante?
— Minha esposa é a especialista em cavalos. Nessa?
— Existe um termo antigo para cavalos que não querem sair de casa — ela disse, sabendo que Zac poderia ter respondido ao homem. — Meu pai os chamava de cavalos de celeiro.
— É bom saber que não é só meu cavalo que tem este problema. Existe algum modo de curá-lo? Não gosto de brigar com ele, e se o açoitar, vou apanhar de minha família.
Vanessa sorriu.
— Pode fazê-lo perder este hábito. Quando sair da estrebaria, mantenha-o em movimento. Com as rédeas frouxas, pressione-o com o calcanhar.
— Por que manter as rédeas frouxas? — Tim Colby perguntou. — Não perderei o controle?
— Se prender as rédeas, ele pode querer lutar mais. Pode abanar a cabeça. Faça-o mover-se, mas sem dirigi-lo. Provavelmente, ele andará em círculos. Vai ter algum trabalho com este cavalo.
— Já teve algum animal assim? — um homem alto e loiro perguntou. Vanessa desviou a atenção para ele, Zac já o apresentara. Era Allan Anderson.
— Sim. Com algum empenho é possível contornar o problema. — Virou-se novamente para Tim Colby. — Se for um cavalo novo ou sensível, a pressão das pernas ou calcanhares o fará movimentar-se. Se insistir, ele acabará cedendo.
— É um animal maravilhoso — Harriet Colby interferiu.
— Nossas crianças o adoram. Não podemos vendê-lo.
— Quando terminar de cavalgar, deixe-o selado por mais algum tempo — Vanessa acrescentou. — Assim, ele não terá pressa de voltar ao estábulo.
— Obrigado pelos conselhos. Talvez agora possamos aproveitá-lo melhor.
Vanessa percebeu que Zac se afastara. Pode vê-lo com outro grupo de pessoas, e ele a observava de longe. Ele ergueu uma taça e brindou, piscando para ela.
Ela devolveu-lhe um sorriso.
Vanessa continuou a responder perguntas sobre cavalos, e mal percebeu o tempo passar. O jantar foi anunciado, e Allan tomou-lhe o braço. Zac continuava do outro lado da sala, conversando com dois homens. Era fácil achá-lo pela altura.
— São recém-casados, não? — Allan perguntou.
— Sim. Nos casamos em abril — ela respondeu.
— Então não vai querer almoçar comigo esta semana?
Ela sorriu e sacudiu a cabeça em negativa.
— Obrigada, mas não.
— Posso lhe mostrar Chicago enquanto Zac estiver ocupado com seus negócios.
— Obrigada, mas minha sogra já planejou nossas atividades.
A mesa da sala de jantar tinha um grande sortimento de iguarias: pernil e pato assado, peitos de frango com cogumelos, legumes no vapor e pães frescos. Candelabros de prata com velas acesas davam o toque de requinte. As pessoas serviam-se do bufê e depois instalavam-se em mesas espalhadas pela casa.
Sentaram-se em uma mesa para oito pessoas, Allan a seu lado e um casal de sobrenome Reider em frente.
— Sabemos que conhece bem cavalos. Eu sou Jess Reider — o homem anunciou. —E esta é minha esposa, Kate.
Logo, Vanessa estava entretida em outra conversa sobre cavalos. Quando Zac veio juntar-se a ela, a mesa já estava cheia, e ele teve que sentar em outra.
Uma hora depois do jantar, Zac observava Vanessa a distância, uma taça de vinho na mão. Ela estava cercada de homens, que prestavam atenção a cada palavra sua. Por que ficara tão preocupada? Zac pensou. Era a atração da festa. E, se não estivesse com a aliança no dedo, estaria com a agenda cheia até o fim do mês.
Era como uma flor rara.
Todos sentiam-se atraídos por ela.
Vanessa devia ter tido melhores oportunidades na vida. Sempre sonhara em ser advogada.
Era inteligente e extrovertida. Não podia querer mantê-la prisioneira no rancho cuidando de uma criança e dele.
Ela pertencia ao mundo.
Ele saiu no terraço, e desceu para o jardim onde podia ficar só.
Ele é que ficaria no rancho. Gostava da solidão, da vida simples. Era uma vida difícil e cheia de desafios, mas era o que gostava.
Mas sua linda esposa precisava de liberdade.
Com uma dor no peito, cruzou os jardins até a lagoa, olhando a superfície brilhante, pensando em Vanessa.
Ela mudara tanto.
Não era a mesma fazendeira vizinha a quem propusera um casamento de conveniência.
Ele fora o maior beneficiado. Mas ela o advertira que se arrependeria.
Agora, estava apaixonado. Naquela época, nem imaginava que aquilo pudesse acontecer.
Queria voltar para a festa, abraçar a esposa e a filha, e voltar para o Texas.
Queria Vanessa em seus braços, na sua cama, em sua vida.
Mas, precisava deixá-la ir. Era tudo sua culpa. Devia saber que não daria certo.
Virou-se e retornou à casa. Parou na porta e ficou observando Vanessa.
Parecia contente, e suspeitou que depois daquela noite, ela não teria mais problemas com eventos sociais.
— Zachary — Ed Burnes chamou, e Zac se virou para se reunir a um grupo de amigos do padrasto.
Vanessa observava Zac de longe.
Era o homem mais bonito da festa. Em seu terno escuro e camisa engomada branca, destacava-se dos outros por seu bronzeado. Havia algo de selvagem e puro, como em um outro homem presente.
Talvez fosse a força de sua ascendência indígena ou mesmo o trabalho no campo.
Exalava vitalidade.
Agora que ele correspondia a seu olhar, Vanessa o achou triste, e especulou no que ele estaria pensando.
Ele piscou só para ela, e ela devolveu-lhe o cumprimento, desejando estarem no quarto, a sós.
— Eu o invejo — Allan Anderson disse atrás dela.
Ele se aproximou mais, ficando entre ela e as outras pessoas do grupo.
— Sou muito bem casada — ela disse com firmeza, e Allan encolheu os ombros.
— Estou convencido disto. Basta observar vocês dois. E se olhares matassem, eu estaria morto pelos que tenho recebido de seu marido. Mas, se...
— Não monopolize a senhora — um outro homem disse, e Vanessa virou-se.
— Starla me contou que ganhou muitos troféus?
— Sim — Vanessa respondeu, tentando lembrar-se do nome do homem.
Minutos depois estava cercada por um grupo que queria saber de suas experiências em rodeios.
Passava da uma hora da madrugada quando o último convidado se foi.
— Todos adoraram vocês — Starla disse para Vanessa e Zac.
— Todos adoraram minha linda esposa — Zac disse, passando o braço em volta da cintura de Vanessa.
— Foi muito divertido — Vanessa disse.
— Vamos nos divertir muito amanhã também — Starla disse.
— Boa noite, mãe — Zac beijou-a no rosto. — Boa noite, Tom.
— Foi uma bela festa — Tom disse. — Boa noite para os dois.
Cheio de desejo pela esposa, Zac abraçou-a na altura dos ombros e a conduziu ao quarto. Caminhava em silêncio, ouvindo as histórias de Vanessa.
Aquela noite, ele a queria mais que nunca. Estava com a mente repleta de fantasias eróticas.
Vanessa olhou para Zac.
— Tinha razão, eram pessoas amigas.
— Sim especialmente Allan Anderson. Queria dar um soco nele. E o teria feito, se ele a aborrecesse.
Vanessa riu.
— Ele é amigável.
— Sim. Pude ver suas intenções pelo modo como a despia com o olhar. Queria devorá-la. — Zac a contemplou, e teve uma vontade súbita de arrancar-lhe o vestido.
— Estava certo sobre a festa. Não devia ter me preocupado.
Zac fechou a porta do quarto e a encarou, face a face, enlaçando-a pela cintura.
— Algo errado? — ela perguntou.
Vanessa pressentiu que algo estava muito errado. O olhar sombrio de Zac a preocupava. Ele abaixou a cabeça e a beijou como se não a beijasse há semanas. Estava selvagem.
Ela correspondeu ao beijo com o mesmo fervor, e seu corpo respondeu de imediato. Colou o corpo no dele, querendo sentir o máximo contato, apertando os quadris junto à sua masculinidade.
Algo desencadeara aquela urgência em fazer amor. Vanessa não sabia o quê.
Mas, ele parecia querê-la mais do que antes.
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Oiiiiiiiiiiiiii meninas...
Aqui está mais um capítulo  :D
Só eu que estou com medo do que o Zac pode fazer??
Comentem ai o que acharam....
Nossa fic está chegando no finalzinho.... O último capítulo eu irei postar dia 25 como um presentinho
de natal à vocês.... Então como além desse só faltam apenas 3 capítulos, sim apenas 3 (choremos), eu irei postar um amanhã, o penúltimo dia 24 e o último dia 25...
Beijos e até qlqr momento!!
OBS: Corram lá nas mini fics da Liriane Melo, My Dream, que ela postou uma fic L-I-N-D-A-A-A!!

4 comentários:

  1. OMG capítulo perfeito ^_^
    Nem acredito que já está acabando a fic
    Você vai postar outra depois dessa não é?!Please
    Xx

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  2. Foi perfeito n actedito q vc ja ta acabando a fic vc podia fazer uma 2 temporada pra mostrar a vida deles um pco ne please
    Xoxo

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  3. Foi perfeito n actedito q vc ja ta acabando a fic vc podia fazer uma 2 temporada pra mostrar a vida deles um pco ne please
    Xoxo

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  4. Já esta acabando??? A fic ta perfeita, estou amando a cada capitulo. Bjoss já estou ansiosa pela atitude que o Zac possa tomar, só espero que ele não deixe a Vane ir embora.

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