quarta-feira, dezembro 23, 2015

CAPÍTULO XXIV

Mesmo com Vanessa nos braços, Zac não pode deixar de pensar que a perdia.
Ele a queria desesperadamente, mas precisava deixá-la partir.
Recostou-se na porta, separou as pernas e a puxou contra si, sentindo a maciez dos contornos de Vanessa. Ela exalava um perfume floral, e seu gosto era quente e doce.
Ele estava teso e faminto.
Encontrou o zíper do vestido e o abriu.
Despiu-a, o vestido caiu ao chão. As roupas tornavam-se um empecilho.
Ele queria senti-la, pele com pele.
Aquela noite ela seria sua, e ele esqueceria o amanhã, e o que viria depois.
— Você é maravilhosa, Nessa — ele sussurrou
Queria acrescentar que a amava, mas não sabia se devia. Ele a prendera a um casamento de mentira, não a acorrentaria a um amor que a faria infeliz.
Mas, no íntimo, desejava que ela o amasse. Amara Reese, mas com Vanessa era diferente. Ele e Vanessa eram um só.
Pensavam do mesmo jeito, gostavam das mesmas coisas.
Sua companhia era um deleite.
Era uma amante que fazia das noite um êxtase sem fim, mantendo-o sempre excitado.
Ele gemeu e apertou o abraço.
— Ah, Nessa — ele disse com uma voz grave. — Minha Nessa — ele disse, querendo que fosse verdade. Desceu as mãos até os quadris dela e a puxou mais perto.
Estava pronto para o amor, e ela também.
Vanessa o despiu, primeiro a camisa. Os olhos achocolatados faiscando.
Desceu os dedos por seu peito másculo, a eletricidade envolvendo-o todo.
Ele tomou-lhe o rosto nas mãos e olhou dentro de seus olhos.
— Eu quero você, Nessa. — A voz embargada pela emoção.
Beijou-a com ardor e arrancou-lhe a calcinha.
Vanessa podia sentir que ele estava diferente. Havia uma urgência naquele beijo.
Mais selvagem e desesperado. Surpresa, Vanessa notou que aquela necessidade extrema dele a excitava sobremaneira.
Vanessa abandonou-se àquele arroubo de Zac, arqueando os quadris, contaminada pela fome de amor.
Ele tirou toda roupa. Vanessa especulou se a paixão seria sempre assim com ele.
— Nessa, venha — sussurrou, e a puxou no carpete macio.
Ela rolou e ficou por cima dele, sentindo as mãos quentes em seus quadris. Ele a ergueu e sentou-a delicadamente sobre si.
Ela soltou um grito rouco, então passou a se mover ritmicamente. Sentia-se completa. Um milagre a cada vez que se uniam. Tão especial que valia o tempo todo de espera.
Ele acariciou-lhe o interior das coxas. Vanessa fechou os olhos e mordeu o lábio.
Com um movimento súbito, ela se agarrou a ele, as pernas ao redor da cintura, o ardor levando-os em uma onda que isolou-os do resto do mundo.
— Nessa, meu amor!
As palavras de Zac eram quase inaudíveis. Vanessa sentiu o estouro do êxtase, mas ele continuou a se mover, até que também ele atingiu o clímax. Lentamente, a respiração de Vanessa voltou ao normal.
Ele a beijou com desespero.
Pegou-a no colo e a levou para a cama, sem deixar seus lábios.
— Zac, está tudo bem?
— Neste instante, minha vida está perfeita, Nessa — ele respondeu. — Quero ficar bem perto de você.
Ela murmurou um suspiro satisfeito e se achegou mais dele.
— Podia amá-la a noite toda. Perdi dois quilos nestas últimas duas semanas.
— Deixe-me sentir onde — ela disse, acariciando-lhe o corpo todo. — Você não pode emagrecer mais.
— E a falta de sono e a exaustão.
— Está reclamando?
— Nunca! — ele exclamou, e abraçou-a carinhosamente.
Os três dias e noites seguintes foram cheios de festas. Zac viu Vanessa desabrochar, mais confiante e segura. Não discutiam mais sobre vestidos ou cabelos. Zac estava ciente dos homens flertando com Vanessa.
Allan Anderson aparecera em outras festas, e a constante atenção a Vanessa não deixava dúvidas quanto a suas intenções.
Zac surpreendeu-se com a própria reação.
O amor que sentia por Vanessa, fazia-o desejá-la só para si.
Na noite de sexta-feira, depois que Vanessa adormecera, Zac permaneceu acordado na escuridão do quarto.
Queria lutar pelo amor de Vanessa, mas não tinha coragem.
Agira assim com Reese e a perdera para sempre.
E, depois de observar Vanessa aquela semana, sabia que precisava deixá-la ir.
Ela florescera em Chicago, e parecia sempre entusiasmada.
Confiante, simpática.
Seria uma excelente advogada.
Ela crescera tão distante das outras pessoas, mas revelara-se extrovertida e brincalhona.
E, sempre lhe contava animadamente das conversas e pessoas diferentes que conhecera.
Cada vez que faziam amor, ele se sentia mais ligado à Vanessa.
E, sabia que não suportaria a dor de perdê-la. Condenado a ter o coração partido, não podia deixar passar as oportunidades de intimidade.
No domingo, retornariam ao rancho, mas ele já estava pronto para ir embora.
Pensou até em se mudar para a cidade, mas não podia fazer aquilo.
O rancho era sua vida.
Era o que sabia fazer.
Ele era um caubói, e precisava ficar no seu meio.
Gostaria de estar em casa, de poder caminhar ao ar livre, sem se sentir enclausurado.
Estava cansado de Chicago, e precisava voltar ao campo para se recompor.
Olhou novamente para Vanessa em seus braços e a desejou.
Fazia menos de uma hora que haviam feito amor, no entanto, ele adoraria acordá-la e começar tudo de novo.
— V — ele sussurrou, passando os dedos por seus ombros.
Inclinou-se e beijou-lhe a face, descendo até os seios.
Vanessa resmungou, e abraçou-o com força.
Zac a beijou e acariciou até deixá-la ofegante.
Vanessa moveu-se e acomodou-se em suas pernas, beijando-as.
Ele contorceu-se e gemeu.
— V!
Ela o beijou mais intimamente, esperando uma declaração de amor.
Ele agia como um homem de todas as maneiras possíveis, procurando satisfazê-la como mulher, mas nunca dissera que a amava.
Seria apenas atração física?
Ele a puxou para cima e a beijou com sofreguidão.
Ela esqueceu suas dúvidas e ansiedades, e abraçou-o e beijou-o com ardor.
Ficaram acomodados, um nos braços do outro, conversando a respeito do retorno ao rancho.
O telefone tocou, e Vanessa virou-se.
— Mamãe vai atender.
— Deve ser uma emergência, ou não ligariam tão tarde. E se for para você?
Por que me ligariam em Chicago? Deve ser para Tom.
Vanessa se aninhou em seus braços, e Zac virou-se para beijá-la. Minutos mais tarde, ela mal ouviu a batida na porta.
Zac levantou-se e foi ver o que era.
Vestiu uma calça jeans, enquanto Vanessa colocava a camisola.
Enquanto vestia o robe, pode ouvir a voz meiga de Starla.
Ele atravessou o cômodo e apanhou o telefone.
— É Zachary — ele disse, acendendo o abajur.
A luz iluminou-lhe as faces.
Enquanto ouvia, ele olhava para Vanessa.
Fechou os olhos momentaneamente, e Vanessa soube que alguma coisa terrível acontecera.
— Nessa, é Ashley. Más notícias. — Zac entregou-lhe o telefone.
Vanessa franziu a testa, preocupada com a irmã.
Zac abraçou-a, querendo protegê-la.
— Ash? Que houve? — Vanessa perguntou.
— A vovó morreu dormindo esta noite — Ashley disse com uma voz chorosa. — Foi dormir e não acordou.
Vanessa respirou fundo, a dor da perda, devastadora.
Zac apertou-a contra si, e ela o olhou.
Lágrimas brotaram de seus olhos, e ela tentou conter a emoção.
— Fico satisfeita que você estava com ela. Estamos voltando.
Zac a manteve junto de seu peito, enquanto Vanessa ouvia Ashley. Entorpecida, ela falava dos preparativos do velório e enterro.
Zac levantou-se e vestiu a camiseta.
Assim que Vanessa desligou o aparelho, Zac veio confortá-la.
— Sinto muito, querida.
— Depois que perdemos papai, vovó disse que quando chegasse a vez dela, não queria que chorássemos, pois sua vida fora muito feliz. Mas, não posso evitar. Vou sentir sua falta.
— Eu sei que sim — ele disse com ternura, e beijou-lhe a testa. Manteve-a segura em seus braços enquanto ela se debulhava em lágrimas.
— Ela vai ser enterrada em casa, no Texas. Zac, preciso voltar para casa.
— Vou trocar nossas reservas de vôo. Estaremos em casa amanhã à tarde. Vou ligar agora e cuidar dos preparativos, depois vou falar com minha mãe. — Ele enxugou-lhe as lágrimas com os dedos. — Você está bem?
— Estou.
Ele apanhou o telefone, e enquanto transferia as reservas para o voo da manhã, ela fazia as malas.
Quatro dias depois, Zac estava ao lado de Vanessa sob o toldo grosso diante do túmulo da avó.
Vanessa enterrara os pais, e agora á avó. Vanessa sentia que sua família agora se resumia a ele e Aurora.
Será que Zac pensava do mesmo jeito?
Depois do serviço, amigos e parentes vieram apresentar as condolências à Vanessa e suas irmãs.
Quando voltavam para a casa do rancho de Vanessa, amigos e parentes os seguiram.
Agora que Deodora partira, Lúcia se mudara para o rancho de Zac, e seria a nova babá de Aurora.
Era tarde da noite quando Zac e Vanessa voltaram para casa.
Hellooo girls...
Como prometi ontem, aqui está mais um capítulo
Aaah gente chorando demaaais... a dona Deodora faceleu.... :'(
Tadinha da Nessa... Só espero que isso não signifique fim de Zanessa....
Comentem ai o que acharam, porque amanhã tem o penúltimo capítulo (sim, o penúltimo)
E o último será postado dia 25...
Beijos e até qlqr momento!!

3 comentários:

  1. Aahh tadinha gente. Espero que o Zac lute pelo amor dele. Bjoss posta logo

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  2. Oh céus,não consigo acreditar que já está no fim
    Eu amo tanto essa fic
    Sinto muito pela Deodora,mas espero que agora o Zac tome coragem para dizer que ama a V
    Continua logo amr
    Xx

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  3. Ah n a fic e tao perfeita
    Pq tudo q e perfeito tem q acabar 😢😢
    Espero q o zac diga logo a V q ama ela e please 2 temporada ou entao um epilogo de 3 partes n sei
    Xoxo

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